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Resenha | Fúria Sobre Rodas

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Dirigir, ouvir um rock bem alto e atirar (não recomendo que você atire em ninguém viu!). Essas são as vontades que você sai do cinema depois de assistir Fúria Sobre Rodas. Não aquela cópia barata de Velozes e Furiosos com motos que saiu a um tempo atrás, e sim o novo filme de ação do nosso velho conhecido  Nicolas Copola, ou Nicolas Cage (dessa vez com uma peruca melhor do que a dos filmes de bruxo) pros mais chegados.

Fúria sobre Rodas me surpreendeu, inclusive acho que ele foi mal vendido. Nos trailers, parecia um filme de ação sem limites e muitas cenas de tiroteios/carros. Só que ninguém havia me dito que o diretor Patrick Lussier tinha uma grande influência de Tarantino/Rodriguez, que é um grande filme B (não no sentido ruim) e que o filme tem um tom sobrenatural.

O roteiro é de certa forma um “pouquinho” original, Milton (Nicolas Cage) tem a missão de vingar sua filha que foi assassinada pelo líder de uma seita de magia negra, e recuperar sua neta que será sacrificada por eles. Mas não se ligue muito no roteiro, o que chama atenção no filme é o seu teor trash, tipo Machete ou Planeta Terror, e o abundante san gue como em Kill Bill. Um personagem que eu acho que nem aparece no trailer mas que tem um papel importante (e rouba a cena toda vez que aparece) é o “Contador” (Willian Fichtner). A bela Amber Heard, que será uma das coelhinhas da playboy numa série que a NBC está produzindo, interpreta Piper, que de menininha não tem nada, boca suja, bebe, fuma e bate pra caramba.

A direção é segura e sabe exatamente o que quer: zoar. Em hipótese alguma esse filme deve ser encarado como um filme sério, imagine-se assistindo um trash, ou filme de ação da década de 80. Caso contrário, você vai se frustrar. Os efeitos e cenas de tiroteio são bem criativos, com direito a um desfile de shotguns por parte do protagonista, é uma arma mais legal que a outra.

O polêmico 3D é um caso a parte, o filme foi todo filmado com esse tipo de câmera, e não foi “convertido” como aconteceu com Fúria de Titãs por exemplo. O que por si só já garante uma certa qualidade. O que me impressionou bastante foram as cenas com muitos personagens na tela, você sente exatamente a profundidade de cada um na tela. Algumas tomadas um pouco rápidas ficaram meio estranhas, como se alguns personagens tivessem sido colados na cena na pós produção. Precisava? Não! Mas tá legal? Sim! Assistir esse filme em 2D não vai ser perda nenhuma.

Antes de entrar no cinema, coloque seu cérebro dentro de uma caixinha de sapatos (você não vai precisar dele), pegue a maior pipoca e a maior coca cola do estabelecimento e divirta-se por pouco mais de 100 minutos.

  • Z3hr0_C00l

    O Marrone é FODA… Agora fazendo um papel do seu tamanho, o satanás.

  • Wagner

    concordo com tudo que foi escrito aqui ^^
    O filme é bem legal

  • Kowalski

    Vou assistir….não ia…mas depois do comentário vou conferir.

  • yanka

    o william e lindo d +