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Resenha | 2012, de Roland Emmerich

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Alguns de vocês já devem ter visto propagandas na televisão sobre preservar o meio ambiente, jogar o lixo no lixo e cuidar para que o Efeito Estufa não acabe derretendo as pessoas. E se junto a isso, uma profecia maia fosse apresentada, onde o mundo que conhecemos terminaria em 21 de dezembro de 2012, com uma catástrofe em escala mundial e a raça humana não sobreviveria?

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Independence Day e o Dia Depois de Amanhã

Pode parecer clichê demais para um filme vindo de Hollywood, mas filmes assim geram lucros para o estúdio responsável. E porque não retomar essas produções a cada 3 ou 4 anos? Roland Emmerich aprecia tanto isso, que já dirigiu Independence Day (1996) e O Dia Depois de Amanhã (2004), ambos sucessos de bilheteria e crítica não tão esperançosa assim.

Logo no começo, somos apresentados aos reais fatos: há mlhares de anos, os maias escreveram a profecia que o mundo irá terminar em 2012. Calotas polares iriam se derreter o nível dos mares subir e o núcleo da Terra iria se esquentar, nada mais justo que a Mãe Natureza se revoltar contra seus inquilinos humanos.

Eu – particularmente – fui aos cinemas com o pensamento: ‘Como termina esse filme?’ Já desconfiava das cenas ‘forçadas’ que o filme teria, mas ainda sim, tentava adivinhar o final, óbvio, mas muito bem explicativo.

No meio da destruição inicial, descobrimos John Cusack no papel de Jackson Curtis, pai separado, trabalhador até demais e querendo uma atenção a mais dos filhos.

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Danny Glover, John Cusack e Chiwetel Ejiofor: elenco de 2012

De outro lado, temos o geólogo Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor), um dos primeiros a descobrir as mudanças climáticas, ainda em 2009, e relatar tudo como conselheiro científico ao presidente dos Estados Unidos, ninguém mesmo que Danny Glover – a profecia dizia que um líder negro de uma grande nação teria toda a sabedoria.

Para não criar um pânico mundial, os líderes do G8 desenvolvem um programa de salvamento humano – sem spoilers para não estragar a parte boa do filme – e conta com a ajuda de pessoas influentes e ricas do mundo todo.

KABOOM – Se Michael Bay é apaixonado por máquinas e explosões, Roland exprime todo o seu potencial e o gordo orçamento de US$ 260 milhões, nas cenas de destruição de Los Angeles, Nova York, Havaii e China. São terremotos, crateras, incêndios, vulcões e a enorme tsunami, que pode ser vista nos trailers. Ele não dispensa nada, são litros e litros de tensão e suor frio, de, apesar de  você não querer que aquilo aconteça, esperar sentado para ver como foi bem utilizada a ‘tela azul’, criando uma bela simulação da realidade.

Existem as cenas clichê, as frases de efeito e a eterna humanidade correndo para se salvar do planeta em fúria. No final, a esperança de que, em algum lugar do mundo, estaremos a salvo das besteiras que fazemos hoje.

O sucesso que 2012 alcançou nos cinemas em sua estreia é objeto de um vídeo muito interessante do Portal MSN, que você pode conferir clicando na imagem abaixo:

2012: estreia épica
2012: estreia épica

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