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Resenha | A Viagem

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Com o título do circuito nacional bem sugestivo, temos como a estréia desta sexta-feira (11/01/2013), A Viagem, filme dirigido pela parceria dos Irmãos Wachowsky (ou irmão e agora irmã se preferirem, de Matrix) com o diretor alemão Tom Tikwer (Corra Lola, Corra), a mais nova atração baseada no romance homônimo (Cloud Atlas originalmente) escrito por David Mitchell.

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Hanks e Berry em seus diversos personagens.

Um jovem advogado do século XIX, um compositor talentoso dos anos 30, uma repórter dos anos 70, um pequeno editor contemporâneo, uma garçonete clone que trabalha em um restaurante fast food na Coréia de um futuro distante e um líder de uma tribo pacífica de um mundo pós-apocalíptico são os ingredientes para uma jornada no tempo onde todas as ações impactam consequências diretas que seguem em diante afetando o futuro e além.

Para esta empreitada são recrutados um elenco estrelado por Tom Hanks, Halle Berry, Hugo Weaving, Jim Broadbent, Doona Bae, Ben Whishaw, Jim Sturgees, Hugh Grant, Susan Sarandon e Keith David representando vários personagens em uma viagem por épocas, culturas e lugares nos quais o pior e o melhor do ser humano podem permanecer os mesmos sofrendo apenas mudanças de valores que insensibilizam a sociedade com passar do tempo.

Com suas mais de 2hrs e 50 minutos de projeção, A Viagem pena praticamente a metade do tempo para que o público se acostume com a súbita intercalação entre as seis histórias que se sucedem durante toda a exibição. Passada esta “estranheza”, o filme chega a ser agradável ganhando uma divertida coerência entre uma série de fatos e paradoxos que não são limitados pelo tempo, fronteiras e  diferentes culturas.

As diversas faces de Hugo Weaving.

A decisão de usar o mesmo membro do elenco para diferentes personagens independente de suas características físicas ou comportamentais dá um ar de ousadia neste projeto e que deixa tudo muito divertido chegando a ser por vezes um desafio descobrir qual ator ou atriz está por trás de sua maquiagem.

Apesar de vários problemas com sua narrativa inicialmente complicada, a pós-produção é muito competente nos surpreendendo com  cenários e figurinos de época até o fantástico visual futurista de Seul em seu ápice tecnológico que aos poucos vai sendo submersa pelo mar.

A Viagem não é o tipo de trabalho que conquista o público em apenas uma exibição, o que por muitas vezes, vai de contra com todo e qualquer objetivo de um longa nos cinemas, mas ainda assim, possui histórias interessante com personagens cativantes aliados a um visual incrível que por mais que se destaque em suas extravagâncias o principal elemento sempre estará lá. O ser humano.

Trailer:

  • Charles

    Achei um filme muito ruim.
    É um “romance espírita” pretencioso e que prima pelo didatismo, tal qual o filme brasileiro “Nosso Lar”. Se você gostou de “Nosso Lar”, vai gostar de “A viagem” também.
    Se não gostou, fuja dessa bomba.
    E um aviso aos pais: a censura de 16 anos é bastante apropriada, pois há cenas de sexo (no episódio “Nova Seul”) e de violência sanguinolenta (no episódio “Pós cataclisma”).
    A única coisa notável no filme é a atuação do Tom Hanks, que está muito bem.
    O restante, infelizmente, é uma chatisse sem tamanho.
    Uma pena ver que os irmãos Wachowski são realmente diretores de um filme só: a única coisa boa que fizeram foi o primeiro “Matrix”.

  • José Antônio Silva

    O filme é tedioso e enfadonho. Para quem conhece a Doutrina Espírita a fundo, ou seja, é estudioso do assunto, percebe facilmente que a temática do longa metragem passa a “centenas” de km de distância dos postulados de Allan Kardec. Quem gostou de Nosso Lar e do filme sobre Chico Xavier provavelmente não gostará desse filme. Terá que exercitar a “paciência” para suportar o filme até o final. A paciência que é uma das virtudes que o Espiritismo incentiva. Abraço.

  • Alexandre

    Não gostei do filme também. Mas há um erro de interpretação nos comentários de “Charles” e “José Antonio Silva”. O filme não tem nenhuma relação com a doutrina espírita, mas tem inspirações do pensamento budista.