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Resenha | Anjos da Noite 4: O Despertar

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Em um circuito de cinema infestado por todo o tipo de filmes de vampiros, surge uma única pergunta: Como fazer mais um e ainda parecer original aos olhos do público? Depois de Drácula, Blade, Vampiros, Entrevista com o Vampiro, A Rainha do Amaldiçoados, e demais que seguem na mesma rota até os dias de hoje (Saga Crepúsculo pra citar um) com certeza qualquer um colocaria uma resposta que não firmasse de maneira objetiva uma solução para o problema em questão, mas , apesar de tudo, Anjos da Noite chamou não só a atenção como conseguiu ainda gerar uma nova franquia com uma pseudo nova proposta dentro do gênero desgastado.

Quase uma década atrás, o roteirista e ator Kevin Grevioux (Que está no elenco do primeiro e terceiro filme (como o lycan Raze) ao lado do Diretor Len Wiseman, desenvolveram um novo universo que ainda contava com sua mitologia própria. Uma história de Clãs de vampiros e de Lycans (Lobisomens) em uma guerra milenar que se seguia até os dias de hoje.

O primeiro filme de 2003 deu certo gerando uma sequência direta em 2006, e um prequel (melhor que o filme passado) ainda em 2009.
Mas vamos lá para o quarto filme da saga, que marca a volta não só da personagem Selene, mas como também da atriz Kate Beckinsale, ausente da franquia desde 2006 com Anjos da noite: O Despertar, transpirando sua beleza como uma das já consideradas das mulheres mais lindas do mundo. Este, a exemplo do segundo filme de 2006, é em termos de roteiro( Não confundir com arrecadação) desnecessário.
Com excessão do terceiro filme da série, Anjos da Noite: A Rebelião, que conta uma história a partir de um ponto de partida apenas citado no primeiro filme,  teve sua execução muito bem feita e ainda aproveitando o elenco do filme original. Já Evolução (2006) e O Despertar (2012) se mostraram meio que sem propósito como se fossem mais uma vaga amostra dos filmes de ação que entraram em vigência no final dos anos 90. Tiroteiros impossíveis, figurinos estilizados e o uso da câmera lenta e cabos para otimizar os movimentos do corpo humano. E é exatamente que O Despertar nos oferece mesmo depois deste conceito cair em desuso depois de mais uma década de abusos.

A história do longa tem como um pequeno vislumbre de brilhantismo um ponto de partida interessante. A existência de vampiros e lobisomens é revelada perante os humanos dando origem ao expurgo imposto pelos homens o que quase acarreta a extinção de ambas as raças. Agora, Vampiros e Lobisomens, mesmo em contínua guerra entre sí vivem escondidos de seus maiores inimigos, os humanos, cujas habilidades e tecnologias agora são altamente mortais para estes seres sobrenaturais, cujos dons são considerados como uma doença sem cura.
Selene é capturada e mantida em crioestase por quase quinze anos, e depois de se libertar do cativeiro descobre que possui uma filha híbrida (a exemplo de seu amado Michael) e que esta possa ser a chave de uma conspiração que vai além do interesse dos cruéis seres humanos.
As cenas de ação obviamente são mais do que bem executadas no filme, Beckinsale volta a sua personagem Vampira Selene com uma sede de destruição maior do que os outros filmes. Mas excluindo o ponto de vista estético, que ainda assim eventualmente falha nos efeitos visuais gerados por computação gráfica, nos sobra muito pouco.
O ponto de partida que tinha um potencial muito bom se esvai nas mesmas idéias dos episódios passados fazendo com que O Despertar caia na mesmice por muitas vezes no decorrer da exibição.
O roteiro foi escrito com receio de se fugir da receita e da ousadia, e a ausência de todos esse elementos fazem com que isso se reflita até mesmo na duração do filmes com seus curtíssimos 88 minutos ( Caindo para 75 sem contar os créditos), afinal, sem conteúdo para exibir esta é uma das consequências.

Len wiseman a exemplo do longa anterior (A Rebelião dirigido por Patrick Tatopoulos) permanece somente na produção e roteiro ainda aproveitando os personagens de Kevin Grievoux dando alas para a dupla de diretores novatos Björn Stein e Måns Mårlind.

Anjos da Noite 4: O Despertar, é uma produção passável e como já dito, totalmente previsível carente de qualquer novidade seja ela no roteiro ou até mesmo no estilo visual que não mostra grande evolução. É uma franquia que ainda tem o seu valor no primeiro e terceiro (prequel) filme, que mostra um novo universo dentro do gênero e como tudo começou. Definitivamente não valoriza o seu ingresso, deixando a opção para sua exibição em Home Vídeo.

Nota: 5,0