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Resenha | Attack the Block (Festival do Rio 2011)

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Resenha | Attack the Block (Festival do Rio 2011)

As comédias inglesas, quando bem feitas e se você tiver um senso de humor bem apurado, são um deleite (modo “falando como um inglês” ativado). E “Attack the Block” não é diferente (ou é, ou não).

Sam em meio ao assalto

O filme, dirigido e escrito por Joe Cornish (responsável ao lado de Edgar Wright pelo roteiro de “As Aventuras de Tintin”) conta a história de um grupo de delinquentes, que ao assaltar Sam (Jodie Whittaker), testemunham a chegada de um alienígena. Sam foge, mas o grupo de delinquentes sai correndo atrás do alienígena e acabam matando a criatura.

Mas, o que era um alienígena vira centenas e tudo isso vira uma invasão ao block onde os delinquentes moram (BLOCK é quarteirão nos EUA, mas em Londres refere-se a cada prédio que pertence a um bairro de habitação popular).

O filme, feito com orçamento pequeno é cheio de efeitos bem feitos para retratar os alienígenas, criaturas peludas e pretas com dentes que BRILHAM NO ESCURO, produzidas de forma excelente e que não aparecem de vez em quando não: são dezenas de criaturas por cena às vezes e são muito bem feitas mesmo.

O filme é lotado de gírias do gueto inglês, o que deixa tudo mais “sujo” ainda, o fato da única esperança daquele block ser esse grupo de delinquentes liderados por Moses (John Boyega, incrível no papel). E no decorrer do filme, vemos que os delinquentes não são tão maus quanto pensávamos (eu queria que eles morressem com 7 minutos de filme) e vemos a relação de Moses com Sam (nada amoroso ou sexual não), aliás, o filme não opta por querer colocar um par romântico para que o público tenha que se importar com os personagens, já que o roteiro consegue fazer isso sem a necessidade de colocar coisas clichês.

Nick Frost como traficante

Na verdade, o filme flui naturalmente, sem nada parecer forçado, e o ritmo rápido do filme, aliado à sua pequena duração (apenas 88 minutos), não te deixam respirar. A participação de Nick Frost como traficante é sensacional, embora ele não apareça muito, a cada aparição ele consegue nos deixar morrendo de rir com suas piadas e a cara de drogado do seu personagem (ele é um traficante, afinal).

“Attack the Block” é rápido, engraçado, inteligentemente burro e muito, muito divertido. Um dos melhores filmes que foi exibido no Festival do Rio 2011.

Nota: 9