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Resenha | Doutor Estranho

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Review

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E como vem sendo todo ano, a Marvel Studios nos traz mais uma atração em um ano ainda marcado pelo sucesso do ds_dsexcelente Capitão América: Guerra Civil. A bola da vez desta vez fica nas mãos de outro personagem clássico na editora mais conhecido por alguns arcos importantes nas histórias em quadrinhos lá nos idos dos ano 80 e início dos 90. O Doutor Estranho.

Mais conhecido pelo fiel e ferrenho leitor de quadrinhos, Doutor Estranho é outro daqueles personagens que ao lado dos Guardiões da Galáxia, oferece aos envolvidos mais liberdade de criação de histórias em uma mídia onde o atual frequentador dos cinemas, já distante do auge do personagem em sua fonte nos anos 60, tem a chance de receber um longa com um certo frescor em um segmento abarrotado de super-heróis onde reina a ação e pancadaria de seres com corpos esculturais e agilidade sobre-humana. E como a própria adaptação faz questão de nos lembrar, quando o mal se origina do intangível, do espiritual, heróis como os Vingadores abrem alas para o Doutor Estranho.

Dentre muitos acertos desta nova investida da Marvel com certeza somente a convocação (ou invocação?) de ds_swintonBenedict Cumberbatch, o queridinho do universo da cultura pop,  como o próprio Doutor Stephen Strange foi um manobra e tanto para a boa e diga-se de passagem, modesta (mas eficaz) promoção do filme em pleno 2016. E as expectativas são atendidas na divertida performance de Cumberbatch como um dos mais poderosos magos do mundo.

O Neurocirurgião Stephen Strange abandona a vida de vaidades e arrogância após perder a eficácia de suas mãos em um acidente automobilístico. Em sua busca pela cura física e a integridade de seu ego, Strange acaba embarcando em uma jornada de auto-descobrimento guiado por um grupo de pessoas com um profundo vínculo espiritual. Durante a sua passagem por planos de realidades desconhecidas, Strange percebe que nem todo o mal vem de onde se pode ver.

No elenco ainda temos a marcante Tilda Swinton, cujo habitual visual andrógino ao lado de suas habilidades teatrais faz com que seu papel transpire sabedoria e atitude na sua ótima personificação de mestre e guia do personagem central de Cumberbatch. Rachel McAdams como a enfermeira Christine Palmer, a âncora do lado humano de Strange em seu mundo de insensibilidade e auxiliando o nosso heroi ainda contamos com as presenças de Chiwetel Ejiofor e Benedict Wong. Mads Mikkelsen coleciona aqui mais um personagem obscuro ao seu acervo de personagens do gênero. A direção fica a cargo de Scott Derrickson que durante a sua carreira apostou muito mais no gênero terror tendo em seu currículo o excelente Ods_mads Exorcismo de Emily Rose. Mesmo com a mudança de ares , Derrickson, também co-roteirista do longa, não demonstra intimidação ao entrar no universo fantasioso da Marvel.

O longa aposta no dinamismo agilizando no máximo o desenvolvimento da história e dos personagens demonstrando em poucas cenas elementos que definem bem os mesmos sem que se precise verbalizar muitos pontos importantes do roteiro. Apesar deste sinalizar um ponto positivo da adaptação, também expõe alguns dos pontos fracos de Doutor Estranho. Um personagem conhecido pela sua jornada entre situações tão opostas como vaidade e altruísmo, ciência e espiritualismo, real e o imperceptível, acaba sendo sacrificada em nome da agilidade do roteiro fazendo com que o público não sinta realmente o investimento pessoal do personagem nas suas mudanças em prol de algo melhor, lembrando que isso não representa algo que comprometa o filme de maneira nenhuma.

Doutor Estranho nos traz também um visual bem criativo se comparado aos demais filmes do universo MCU. Os efeitos ds_ejioforvisuais são parte importante da narração da história sem mencionar no deleite aos olhos em grande parte pela
ousadia de se apostar em algo diferente do usual, fazendo com que estes garantam minutos de boa diversão quando bem aliados a tecnologia de exibição 3D.

A Marvel mais uma vez mostra porque a casa das idéias perdura até hoje mesmo passando por longos períodos de crise e severa queda de vendas, isso quando se resumia apenas a uma editora de quadrinhos, e mesmo assim, sempre via uma luz no fim do túnel fazendo uso do seu mais poderoso artifício. A criatividade. O que apenas ratifica a sua consolidação neste segmento, agora como um bem sucedido estúdio de cinema.

 

  • Wellington Braz Leandro

    Mais uma bela critica construtiva do @oliver_perez:disqus que me deixa com mais vontade e expectativa alta pro filme.

  • Agora que já assisti, pude vir ler sua resenha, que ficou bem rebuscada. Gostei de lê-la. 🙂