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Resenha | Esquadrão Suicida

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Resenha | Esquadrão Suicida

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Quando anunciado que Esquadrão Suicida finalmente chegaria aos cinemas compondo o universo cinematográfico da DC, a pergunta mais frequente foi: Quem compõe essa equipe?

A ‘resposta’para que o filme pudesse ser conhecido de grande público foram as intermináveis suicide-squad-poster-joker-1imagens do set a todo o tempo na internet, videos apresentando os personagens, e notícias sobre os  ‘surtos’ de Jared Leto, que interpreta o Coringa, entregando “presentes” para os companheiros de cena. Se proposital ou não esse marketing, isso serviu para por as atenções neste vindouro projeto.

A expectativa crescia uma vez que além de Coringa, o Batman (Ben Affleck) também faria uma participação especial. Depois vieram mais tv spots e trailers prometendo um filme especial que iria marcar a DC nos cinemas. Mas infelizmente a melhor coisa deste filme foi a sua divulgação.

Apesar de divertido parece que falta identidade neste filme. Uma hora comédia, outra quer impor dramas insustentáveis, noutra ação, tudo jogado e desconexo. É inevitável a comparação, mas o filme tenta e falha ao seguir a cartilha do estúdio rival Marvel com Guardiões da Galáxia apresentando uma trilha sonora impecável, inclusive incorporando Spirit In The Sky que já estava no filme de Peter Quill e compania.suicide-squad-poster-harley-quinn-1

A diferença é que para cada personagem de Esquadrão há uma introdução cheia de grafismos e cores vibrantes que é bem bacana, um profile com uma prévia história para os personagens. Contudo é exaustiva a presença de canções marcantes parecendo mais como amparo para explicar personagens ou situações por falta de clareza no roteiro.

A premissa é básica, na verdade é o corriqueiro clichê hollywoodiano: usar um grupo (de desajustados) para impedir que um grande mal tome conta do planeta. Se ao final tudo der certo, não fizeram mais que a obrigação. Mas dando errado, eles serão culpados. E quem são eles? A  Força Tarefa X, mais conhecidos pela alcunha O Esquadrão Suicida, supervisionado pela intransigente Amanda Waller (Viola Davis).

Além de diretor, David Ayer também roteirizou a história que seria apresentada para um público de 18 anos. Mas com medo de uma possível má receptividade como em Batman V Superman, a 13458628_1739912719622695_1975454174284880974_oWarner investiu em refilmagens, mudando o tom, o que dá sensação de coisas fora do lugar. Piadas, apesar de algumas poucas boas, ficam um tanto forçadas e sem timing, em outros momentos ação genérica, não bem executada, o qual nem mesmo vemos as habilidades específicas dos componentes.

Alguns diálogos são ruins e beiram o cafona. “Você é má” diz o Pistoleiro (Will Smith) para Arlequina (Margot Robbie) na frente do grupo de supervilões forçadamente humanizados e nem sequer de maneira correta já que o tempo de tela é excessivamente distribuído para as personagens de Robbie e de Smith.  Capitão Bumerangue, Killer Croc, Magia e Katana, por exemplo, em nada funcionam efetivamente. O personagem Rick Flagg, embora tenha suas motivações pessoais não convence e apenas segue ordens de seus superiores.

O primeiro ato mesmo sendo bem apresentado não constrói um elo sólido com o segundo e terceiro ato, dando a impressão de que o filme foi costurado e logo se perde,  ou que nem mesmo que se trata da mesma obra cinematográfica.

As atuações de Jay Hernandez (Diablo) e de Viola Davis são de destaque que tornam a aventura suportável, já que há uma entrega verdadeira em suas atuações, embora seus personagens tenham potencial desperdiçado no roteiro, especialmente sobre o drama familiar de Diablo.

Smith traz uma boa interpretação mas um tanto no piloto automático, e é o que mais se sobressai na minutagem forçando empatia com o espectador pelo drama escrito para o personagem.

Ele divide o tempo de tela com Robbie que traz uma Arlequina interessante, possivelmente a downloadmelhor personagem do longa, e através da jornada pessoal dela que se justifica a presença do Coringa, que além de curta, não diz a que veio. Não há surpresas, não há crescendo ou tensão depositadas que fazem o espectador se segurar na cadeira com a psicopatia e genialidade naqueles contados e preciosos minutos do palhaço do crime. O Coringa não soa ameaçador. Seria por uma má personificação de Leto ou de novo pelo direcionamento do roteiro e direção? Fica a pergunta no ar.

Dessa soma de revezes, o pior ainda é o vilão, perfeitamente raso, perfeitamente risível, perfeitamente sem carisma e de motivações clichê, que poderia ter seu momento no ápice do terceiro ato, mas só provoca vergonha alheia no espectador no embate final, com uso de seu mindgames e movimentos em camera lenta da ação. Desencantou a quem tanto esperava curtir muito desse longa metragem.

Esquadrão Suicida não se consolida, se torna uma aventura repleta de CGI mal feito com Will 13458735_1739912836289350_6017772671674762188_oSmith salvando o mundo. Eles não soam como um grupo de supervilões loucos de habilidades únicas, só parecem desordeiros saídos da reabilitação. Não há cenas memoráveis, diálogos ou nem mesmo frases de efeito, tornando a experiencia esquecível, efêmera. Na verdade, as cenas mais marcantes são as vistas nos trailers, essas mesmas que nem mesmo aparecem na versão vista nas salas de cinema. Mas apesar de falho ao menos não parece comprometer o futuro da DC nos cinemas por ser um caso quase que isolado.

E por falar em futuro… Fica aqui a preocupação e incertezas se Mulher Maravilha e Liga da Justiça vão sofrer com mudanças repentinas do estúdio, porque agora mais do que nunca a DCEU precisa de uma cara, necessita de uma identidade e cabe à Geoff Johns dizer quais passos precisam ser feitos.

  • Gabriel Pontes

    A melhor coisa desse filme é a trilha sonora

  • Wellington Braz Leandro

    Ainda não assisti esse filme pois na minha cidade não tem cinema, mas ouvir meu primo que é DCista dizer que o filme foi ruim, que não da pra defender a DC dessa fez foi foda.
    Eu prefiro os filmes da Marvel, mas gosto da DC também, infelizmente cabe a Jeoff Johns ser o Keven Feiger da a ultima palavra do filme.

    • Paulo Cesar

      DC so sabe fazer animaçoes infelizmente =

      • Wellington Braz Leandro

        Mas está perdendo a mão. A ultima animação A Piada Mortal pra mim foi muito ruim, a DC/Warner cagou uma história muito foda.