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Resenha | Federal

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E inaugurando uma colaboradora, uma das amizades que eu fiz no Festival do Rio, segue a resenha do filme Nacional “Federal”da gente boa Thais Nepomuceno. No fim do post, darei uma pequena consideração minha.

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“Federal” é dirigido por Erik de Castro; no casting Carlos Alberto Riccelli, Selton Mello, Eduardo Dussek e Michael Madsen (figura carimbada nos filmes de Quentin Tarantino). A trama perpassa as investigações de um grupo de policiais da Polícia Federal e como eles vão se desintegrando. Os federais investigam Béque (Dussek), um importante traficante.

As mulheres distraem os homens em excessivas cenas de sexo; os nus são evidenciados, mas não são o mais importante. As transas criam  “barrigas” no filme, uma delas  é entre um dos policiais e uma prostituta, em que ela conta para ele que acabou de encontrar com seu amigo  e que deu um ‘trato’ no cara. O personagem de Madsen afirma que vir ao Brasil e não “pegar” uma mulher é o mesmo que não ter vindo, com a afirmação de que há poucos policiais honestos e até mesmo estes podem ser corrompidos.

O filme em certos quadros é escuro, o artifício na fotografia não foi utilizado de forma estilística; resultando cenas sem uniformidade. Além disso, os espectadores podem perceber que muitas das seqüências foram gravadas com câmera na mão; ela treme e não se enquadra adequadamente.  Uma cena que exemplifica, é quando os personagens de Riccelli e Madsen descem escadas, a câmera está mal posicionada e conseguimos desenhar a movimentação do técnico responsável por ela, pois a cada descida de degrau ela treme e balança.

O gênero policial é pouco produzido no Brasil, a realização dele aumenta as possibilidades no cinema nacional, mas também não extingui as deficiências técnicas que possui. Podendo também ter possíveis associações com “Tropa de Elite” por parte do público.

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Bom, vou resumir um pouquinho do grande motivo de eu não ter gostado do filme: Tropa de Elite 2!

E tenho dito!