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Warm Up TDKR | Resenha Batman de Joel Schumacher

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Batman Eternamente (1995)

Pois bem, já que estamos aqui vamos escrever algo sobre alguma coisa neste site que se chama Grande Coisa.

Bom, falemos então de Batman Eternamente. Passados três anos do último filme da franquia,  Batman volta às telonas de uma maneira diferente e se a intenção era surpreender, Batman Eternamente consegue tal proeza. Mas não da maneira esperada.
Edward Nigma, um dos brilhantes funcionários da Wayne Enterprises se envolve na confecção de um dispositivo capaz de ler ondas cerebrais descobrindo assim a verdadeira identidade do Homem-Morcego. Seus experimentos eticamente questionáveis tem como consequência a sua dispensa das empresas Wayne. Nigma, “revoltadinho” assume a identidade do vilão Charada unindo forças com o criminoso Duas-Caras, outrora conhecido por Harvey Dent, ex-promotor de Gotham City que busca vingança contra Batman, considerando-o culpado pelo incidente que desfigurou metade de seu rosto. Mas para o duplo desafio, Batman não se encontra sozinho. Depois de um trágico atentado, o artista circense Dick Grayson perde toda sua família no intento de salvar vidas inocentes durante a exibição de um número. O milionário e  filantropo Bruce Wayne oferece um lar para apoio ao solitário garoto, mas descobre que deste triste incidente, poderá surgir um importante aliado no combate ao crime.
Uma nova direção e mais um novo elenco indicaria rumos diferentes e talvez um novo fôlego a fraquia cuja despedida em 1992 deixou a desejar.
Para o papel de Batman/Bruce Wayne, sai Michael Keaton e entra Val Kilmer, que sem crédito nenhum, volta a fazer o mesmo personagem melancólico que só piora ao ser envolvido no romance com a Dra. Chase Meridian, interpretada por Nicole Kidman, psicóloga “coincidentemente” especialista em distúrbios de dupla personalidade. Para os vilões foram escolhidos Jim Carrey como o Charada, criminoso que deixa pistas em forma de enigmas a cada cena de crime e o veterano Tommy Lee Jones que ocupa a vaga do Duas-Caras, o ex-promotor Harvey Dent que perde a sanidade se dividindo em duas personalidades sempre se utilizado de sua moeda trucada para tomar suas decisões mortais. E para finalizar o elenco, Chris O’Donnel, como Robin/Dick Grayson, Que assume a parceria com o Homem-Morcego no combate ao crime e que como sempre, representa um grande equívoco nas histórias do Batman.
Mas enfim, vamos as demais sucessões de erros em sequência ininterrupta.
O excesso de personagens faz com que o filme perca o foco se é que algum dia planejara contar com algum. Os excessos cometidos nos vilões são imperdoáveis. Jim Carrey aplica novamente sua tática de caretas, loucuras e exageros em uma ode a estupidez e ao mau gosto. Tommy Lee Jones completamente perdido em um papel mal adaptado e até mesmo mal retratado em telas nos lembrando de vestígios do Coringa de Jack Nicholson. Figurinos ridículos, maquiagens  risíveis, um carnaval fora de época em cenários indecifráveis bombardeados por todas as cores possíveis imagináveis supostamente em algo que representasse a cidade de Gotham. O que menos incomoda na verdade são os tão comentados (estes deveras polêmicos) mamilos nas armaduras e os closes indiscretos no até então denominado “Cavaleiro das Trevas”. Resumindo, um filme para um público de faixa etária baixa e ainda desavisada. Um desrepeito para com os fãs, para com a obra original e até mesmo para com o expectador casual.
A produção custou pouco mais dos 100 milhões de dólares, mas ainda assim, levou quase 200 milhões domesticamente, arrecadando ainda mais de 300 milhões por todo o globo. O que obviamente resultaria no petardo que comentaremos logo a seguir.
Nota: 2,0 de 10
Batman & Robin (1997)
(suspiros) Vamos lá.
Surgem em Gotham mais duas novas ameaças eminentes. Sr. Frio, anteriormente conhecido pelo nome de Victor Fries, um cientista que sobrevive em um traje especial que o mantém a baixas temperaturas depois de um acidente em seu laboratório envolvendo os frutos de seus estudos, a criogenia. Estudos que visavam manter sua esposa em estado de suspensão até que seja encontrada uma cura para a sua rara doença. Já na outra extremidade, temos a assistente Pamela Isley que trabalha para o cientista louco Jason Woodrue. Após um teste em uma cobaia humana de uma solução feita de um mix de origem vegetal e animal que altera o aumento de poder muscular a nível sobre humano,ocorre um desentendimento entre ambos sobre o uso do soro,o que leva a Woodrue a tentar se livrar de Isley atacando-a com produtos químicos do laboratório, mas que obviamente em vez de morrer, Isley se torna a Hera Venenosa, uma mulher cuja mutação a faz capaz de resistir a qualquer veneno existente na terra sendo ainda capaz de controlar qualquer espécie de planta e dona do venenoso beijo da morte.
Enquanto Fries rouba diamantes para o seu uso em uma arma congelante, Hera, com sua posição ecoterrorista, busca a dominação do planeta pelo poder da natureza selvagem das plantas.
Enquanto isso, Batman passa a se desentender, com seu parceiro Robin que a cada dia busca mais e mais a sua individualidade que só é agravada e distorcida pelos feromônios da sexy Hera Venenosa.
No desenrolar da história, a sobrinha de Alfred, Barbara Wilson, se une a “família” e prova que pode ainda se tornar parte dos planos de Batman, este que por sua vez sofre em silêncio pela grave condição de saúde de seu amado mordomo.
E novamente mais novas figuras na já batida trama de várias vilões em uma Gotham Multicolorida no qual já tivemos o desprazer de conferir anos antes.
Nesta salada de frutas (sim, é uma alusão ao próprio filme)são acrescentados George Clooney como o novo Batman/Bruce Wayne, o gigante austríaco Arnold Schwarzenegger como o Sr. Frio, Uma Thurman como a peçonhenta Hera Venenosa e Alicia Silverstone que completa o trio desastre na luta contra o crime. Por sua vez, Arnold Schwazenegger na pele do Sr. Frio é apenas limitado pela sua…pela sua… Oras, pelas suas limitações como ator é claro. Caso contrário teríamos mais um Duas Caras de Tommy Lee Jones e quer queira ou quer não, o Schwarza é tão mal ator que não se comprometeu tanto a medida que mergulhava nas palhaçadas saídas da psiquê de Joel Schumacher.
Fries planeja congelar Gotham enquanto Hera planeja envenenar e dominar a mesma com suas crias híbridas de plantas e peçonhas animais ou algo que o valha. Robin que sempre foi uma verruga nas histórias do velho Homem-Morcego se mostra um adolescente carente de liberdade e atenção preso em um corpo de adulto. Barbara Wilson, a Batgirl, surge do nada, e não tem motivações, a não ser sua pose de “bad girl” que só deve ter existido dentro da própria cabeça de Silverstone. Se a boa e Velha Gotham foi posta em cheque na última aventura do Homem-Morcego devido a sua super exposição a cores e luzes dignas da Broadway, aqui ela é destruída até suas fundações devido ao aumento exponencial dos mesmos fatores .Bane (Jeep Swenson) um dos mais inteligentes vilões do universo Batman, é reduzido a frangalhos de um zumbi bombado escravizado pela Hera. Esta é a prova nítida que a Warner simplesmente deixou-se seduzir pelos rendimentos da última investida, Batman Forever de 1995, acreditando piamente que o público deixaria mais essa passar. A prova vem nos rendimentos. A produção gastou mais de 125 milhões de dólares e arrecadou nas bilheterias domésticas algo em torno de 107 milhões.

Não se sabe o que passou pela cabeça do experiente Joel Schumacher, um rumo totalmente equivocado, tramas com a mesma profundidade da série dos anos 60, com uma única diferença. Ao contrário de George Clooney e Chris O’Donnel, Adam West e Burt Ward se levavam a sério. Um herói canastrão, um Robin chorão e um vilão paspalhão passam a régua na demasiada longa carreira de Schumacher na franquia Batman. O estrago fora tão grande que demorou quase uma década para um novo longa do cavaleiro das trevas. Mas a espera compensaria!

Nota: 1,0 de 10 pela coragem de ir a exibição.
Ainda nesta semana Podcast especial sobre toda a franquia Batman nos cinemas em nossa nova casa: http://grandecoisa.com.br/

Até lá!