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Warm Up TDKR | Resenha Batman de Tim Burton

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Há cerca de 30 anos atrás, o universo dos quadrinhos não se limitaria mais apenas as suas páginas de arte estática apesar de bombardear as mentes infanto-juvenis com uma boa leva de ação(mesmo que na Imaginação), bons argumentos e personagens que cuja natureza fantástica habitava o imaginário de muitas crianças e adolescentes e que por sua vez era refletido em suas brincadeiras e até mesmo atitudes. Por muito tempo as HQ’s foram consideradas uma forma de arte marginalizada, sempre sendo alvo de críticas injustas por parte de pais desinformados ou por críticos pertencentes a uma sociedade hipócrita de valores distorcidos que a cada censura imbecil, apenas impulsionava o público foco rumo a novos horizontes, os portais da leitura.Mas talvez a maior conquista para este universo não foi apenas para com o seu habitual público, mas foi o reconhecimento de que sua forma de arte era válida perante todas as idades, culturas e mídias.

Em 1978,  as associadas DC Comics e os Estúdio Warner Bros. junto ao talento do diretor Richard Donner, deram indícios de que as HQ’s eram realmente fonte de possíveis boas histórias e personagens na produção de Superman – O Filme. Mesmo se tratando de uma figura politicamente correta como o Homem de Aço, que nitidamente representava os ideais americanos e os bons costumes, mas que ainda assim era evidência de uma manobra ousada por parte de um dos mais renomados membros de Hollywood.

1989 chegara, uma era onde a informação chegava por vezes como um tapa na cara visto que os meios de comunicação como TV, rádio e a palavra impressa, mesmo não contando com os recursos hoje disponíveis, eram os métodos mais velozes do consumo à informação.Anos depois do início da franquia do Superman, que se levantou e afundou na mesma década, outro herói abria caminho, e mesmo que para muitos não chegando na forma ideal, teve um estrondoso sucesso em sua estréia fora das páginas dos quadrinhos. Batman, o Homem-Morcego.

Batman (1989)

O Cavaleiro das Trevas em carne e osso... e armadura!

Na corrupta e decadente cidade de Gotham City, o milionário Bruce Wayne atormentado pela súbita perda de seus pais em sua infância, declara guerra ao crime como o vigilante mascarado Batman, que assombra as ruas em trajes de morcego imprimindo o medo em seus inimigos. Mas assim que sua sombra domina as trevas de Gotham, o crime sofre uma escalada com a investida de um novo tipo de vilão. O Psicopata Coringa que planeja um atentado contra a vida da população.

Tim Burton, diretor selecionado para a tarefa de dar vida ao que outrora apenas ocupava as páginas dos quadrinhos e as típicas animações televisivas, opta por ocupar uma certa zona de conforto ao se limitar a um elenco que já trabalhara em projetos anteriores. Apesar de uma onda de protestos contra a escalação do ator Michael Keaton como Batman/Bruce Wayne, Burton permaneceu firme a sua decisão mesmo com o ator mesmo não atingindo certas aptidões físicas condizentes ao personagem, principal motivo das reclamações. Já o vilão, o Coringa, interpretado pelo veterano Jack Nicholson, ganha uma origem, talvez vindo embalada de uma das mais clássicas histórias envolvendo o personagem que foi revisitado nos quadrinhos por Allan Moore, que apesar de ter um argumento voltado para outro foco, ainda conta com algumas similaridades no que diz respeito ao “nascimento” do personagem.

O espalhafatoso Coringa de Nicholson

Keaton, dando um ar sisudo ao personagem alterego de Batman, Bruce Wayne, mesmo sem as características físicas, não fez tão mal ao personagem visto as poucas referências existentes na época. Mas possivelmente por esse detalhes fora criado o conceito de armadura para o Herói, o que nitidamente limitava os movimentos do ator em cenas de ação deixando bem impressa nas telas tal limitação. Mas apesar de tudo, em termos de visual e “praticidade” deu um ar mais verossímil para alguém que teria que se expor aos grandes riscos do combate ao crime. Por sua vez, Jack Nicholson, que na época já contava com dois prêmios da academia em sua prateleira (Hoje conta com 3), mergulhou de cabeça nas esquisitices do personagem. Se na pele do criminoso Jack Napier oferece um vislumbre de insanidade, como Coringa se entrega a um papel lunático beirando a comédia, falhando no que podemos dizer, adaptação do personagem. Mas enfim, Batman acabou tendo uma levada das histórias não tão elaboradas do Homem-Mercego.

Basinger como Vicki Vale.

Quem volta a se apresentar em mais um filme de Tim Burton é a atriz Kim Besinger (Presente em Os Fantasmas Se Divertem)como a repórter e fotógrafa Vicky Vale, interesse amoroso de nosso herói e ao mesmo tempo de seu alterego (O já conhecido triangulo amoroso de dois dos quadrinhos) que visa desvendar os mistérios e segredos por trás do manto do morcego. Até aí, nenhuma novidade, Basinger fez isso antes e voltaria a repetir papéis do gênero vários filmes depois.

Outros membros em destaque no elenco são os finados Michael Cough, como o prestativo mordomo e figura paterna Alfred, Jack Palance como o  líder criminoso Carl Grisson, Pat Hingle como o comissário de polícia Jim Gordon e uma breve aparição de Billy Dee Willians (o Lando Calrissian de Star Wars)como o promotor Harvey Dent.

Outros elementos que tornaram o filme marcante, são todos os gadjets e demais equipamentos que já fazem parte da mitologia do personagem por um bom tempo. Arpões, cinto de utilidades e é claro, seus veículos de assalto o Batmóvel e o “batplane”. Tudo isso aliado ao visual dark não só do Herói, mas como dá própria cenografia, características que viriam a “assombrar” os trabalhos do diretor Tim Burton pelo resto de sua Carreira.

Um dos grandes equívocos do filme é a escolha de ter uma canção tema, sendo escolhida a música Bat-Dance de Prince, mas para compensar este revés, temos a presença da então revelação Danny Elfman na batuta do Score, onde oferece para o filme muitas composições que nos remetem ao pleno clima de fantasia.

O lendário Batmóvel.

Como uma primeira adaptação séria para os cinemas do personagem, o  filme foi um sucesso comercial imenso pelo mundo todo faturando mais de 400 milhões de dólares. E apesar de nossos conceitos de “filmes de Super-Herói” serem bem diferentes hoje em dia, Batman de 1989, representou um grande acerto na exploração de revistas em quadrinhos como uma nova e interminável fonte de roteiros e personagens. Keaton pode não ter sido o melhor Batman ou Bruce Wayne e Nicholson pode não ter sido o Coringa ideal, mas ao lado de todos os demais fatores que envolveram a produção, acabaram imprimindo nas telas algo marcante no saudosismo de muitos.

 

Nota: 6,0 de  10

DeVito como O Pinguim.

Batman: O Retorno

Convenhamos , uma sequência de uma experiência cinematográfica rentável sempre é esperada e na década de 90, há muito tempo isso já era uma tendencia.Com Batman não foi diferente, a primeira investida de 1989 provou que havia não só público mas como também aceitação e a possibilidade de explorar os mercados adjacentes do cinema.

Tim Burton volta a ocupar a cadeira do diretor, assim como Michael Keaton permanece no manto de Batman e nos elegantes fraques de Bruce Wayne. E olhando no vasto material dos quadrinhos era hora de novos personagens e desafios para a nova película do Homem Morcego, dando espaço para Danny DeVito como Oswald Cobblepot, o Pinguim, Michelle Pfeiffer como Selina Kyle, a Mulher-Gato e Christopher Walken como o ganancioso Max Shreck.

E na rotina de crimes no submundo de Gotham, surge mais um representante do mal, o Pinguim, vilão deforme com um passado turbulento que busca vingança contra a cidade que o abandonou no passado e que aliando-se ao executivo Max Shreck (Christopher Walken) conspiram para tomarem o controle absoluto da  política e do crime organizado de Gotham City. Batman, volta a defender sua cidade dos novos vilões  mas não esperava ficar entre fogo cruzado com a dúbia Mulher Gato, que entre seus objetivos, também visa se vingar daqueles que a prejudicaram no passado.

Pfeiffer como a Mulher-Gato.

Keaton permanece no feijão com arroz do primeiro filme.Danny DeVito por sua vez e a exemplo de Nicholson do longa anterior, dá margem para a loucura do personagem Pinguim aproveitando-se do fato de que visualmente seu personagem sofreu uma adaptação como um Homem deformado e lunático. Michelle Pfeiffer como Mulher-Gato é outra das caricaturas do filme que sofreram com os exageros dos estereótipos, sejam elas por erros de direção ou de interpretação. Walken é pouco marcante e totalmente absorvido entre tramas sem sentido, idiotas e personagens absurdos em um verdadeiro pastelão estranhamente escrito pelos mesmo roteirista do filme anterior, Sam Hamm, ao lado de Daniel Waters.

Entre pontos positivos a fotografia (Stephan Czapsky) do filme ainda ajuda no universo de fantasia que Burton quis criar para Batman, o que tende a ficar mais evidente com o uso da neve nos cenários fazendo fortes contrastes entre o negro, o branco e os tons azulados. A roupa do Homem Morcego passa por ajustes sutis e que diga-se de passagem realmente ajudam a melhorar seu visual em tela. Pfeiffer como Mulher-Gato, tornou-se uma imagem icônica com seus trajes de vinil agarrados à sua sedutora silhueta. A música ainda é um ponto positivo visto que Danny Elfman permanece na franquia.

Batman: O Retorno, é uma sequência cheia de exageros, inclusões e adaptações desnecessárias. Até a linda fotografia do filme, que não deixa de ser exagerada, arrasta o personagem muito para o lado da fantasia, o que só é maximizado por um roteiro extremamente infantil e interpretações caricaturescas.

Veja ou reveja por sua conta e risco.

Breve, matéria sobre as próximas duas bombas e não se esqueçam! Ainda nesta semana Podcast especial sobre toda a franquia Batman nos cinemas em nossa nova casa: http://grandecoisa.com.br/

Até lá!

 

 

 

 

Nota: 4,0 de 10

 

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