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Resenha | Guerra é Guerra

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Hollywood é simples de ser entendida. Quanto mais gente no cinema, melhor. É nessa fórmula que Guerra É Guerra! tenta se valer, uma comédia romântica de ação, com um pezinho no bromance, dirigida por McG que tenta encorpar variados gêneros. O resultado é uma salada mista que diverte, mas que pode não descer redondinho.

A trama gira entorno de dois grandes amigos agentes da CIA, interpretados por Tom Hardy e Chris Pine. Depois de uma mal executada missão os dois são postos de castigo esperando que o vilão russo interpretado por Til Schweiger volte em breve para vingar a morte do irmão.

Entra Reese Witherspoon, linda e de belas e curvilíneas pernas, para torna-se o foco da história. Os marmanjos se interessam pela moçoila e fazem a aposta: Que vença o melhor homem.

Qualquer leve semelhança com Sr e Srª Smith não é mera coincidência já que o roteirista é Simon Kinberg, responsável pelo filme que une o casal da vida real Jolie e Pitt. Tiros, lutas, explosão, perseguições de carro em alta velocidade e alívio cômico podem até dar certos e a mulherada vai suspirar com o sotaque britânico de Hardy. Mas tudo é tão efêmero que os noventa e sete minutos tornam-se um fiapo de trama, muito corrido, e que no final a diversão acaba tão rápido quanto a pipoca que vai pra lixeira.

O triangulo amoroso rende situações interessantes até. Os marmanjos fazem de tudo para cair na graça da loira, como instalar escutas na casa e vasculhar todo o passado e interesses do ‘alvo’. Risadas fáceis…

Hardy é o pai divorciado, carente e cauteloso em relacionamentos. Apresenta todo pimpão o filho à amada, e a mulherada vai se derreter por isso certamente. Pine é o fodão conquistador, que flerta tão fácil quanto respira, um verdadeiro cafajeste (e cá pra nós, a mulherada vai se derreter também já que muitas gostam de babacas).

E Whiterspoon…? Bom, vamos enumerar: encalhada, workaholic, desesperada pela cara metade, sente-se mal em sair com dois ao mesmo tempo (afinal é uma menina de família) e em seguida vivencia uma crise existencial sobre com quem deve ficar. Quando sem mais respostas, corre para tirar proveito da situação… De que maneira correta uma garota pudica
de família faria? Hum, que tal o desempatar com sexo? Ta aí, por que não, século XXI, né?

Com tanta briga em saber com quem ela fica, o espectador se surpreende quando o vilão russo, cujo o nome ninguém lembra, reaparece nos aproximando do final. Em meio á tanta mistureba essa salada de gêneros pode ter uma cara bonita, que nem aquelas empadinhas deliciosas de padaria, mas o final com certeza pode dar azia.

  • Shay

    Eu dispensaria o “linda e de belas e curvilíneas pernas”.
    Saí do cinema desejando um pai divorciado, carente e cauteloso em relacionamentos. (SENDO o Tom Hardy então, maravilha *666*). E a pipoca foi todinha, viu?! 😉

  • Grazi

    Pronto, já escolhi o filme pra assistir no domingão! 😀

  • Cissa

    Procura-se: pai divorciado e carente. HAHAHAHAHAHA Sim, eu saí do cinema aos suspiros. <3