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Resenha | Os Imortais

8

Antes do tempo começar na Terra para os homens e animais, havia o Paraíso. E numa guerra sangrenta, os vencedores se clamaram deuses e os que perderam foram banidos para o monte tártaro, os Titãs.

O arco de Épiro foi perdido, a arma mais mortal de todas, e por muito tempo a grande guerra foi esquecida até que o Mal

Rourke como Hipérion

ressurgiria na figura do Rei Hipérion (Mickey Rourke) em busca dessa mesma arma para libertar os Titãs e libertar o inferno na Terra. Ele simplesmente passou a desdenhar os deuses do Olímpo quando mulher e filha lhe foram tomadas e mortas, e nessa frustração (verdade seja dita) quer o fim da era da fé humana nas preces.

Com essa premissa básica, o cerne entre o bem e o mal, que Os Imortais tece a trama que brinda um visual arquitetônico e de indumentárias dignas de escola de samba que faria Clóvis Bornay, Joãozinho Trinta ou Mauro Quintaes encherem os olhos de felicidade.

Teseu (Henry Cavill) é o típico camponês, embora altamente treinado nas artes de luta, lidando com situações extraordinários graças à invasão de Hipérion. Com a mãe morta pelas mãos do sádico déspota interpretado por Rourke, Teseu transforma-se num lendário guerreiro e a tão saborosa sopinha de clichês cinematográficos se inicia.

Livre arbítrio, fé nos deuses, a não interferência da deidade na humanidade são requisitos que fazem presença conforme manda o figurino para um épico de sandálias e espadas. Os deuses são belos, dotados de trajes carnavalescos e corpos esculturais, mas a tão remetida visão grega do físico não é evidenciada da forma como Zack Snyder o fez. Aqui a câmera está atenta as coreografias de ação altamente estilizadas.

Teseu. Mais um herói relutante.

Inevitável que as imagens de Tarsem Singh tragam comparações com 300 justamente pela  linguagem visual das batalhas, o que não surpreende já que Gianni Nunnari e Mark Canton são os produtores da obra do mestre do slow motion Zack Snyder. Mas as lutas aqui são elaboradíssimas, embora que com Leônidas e trupe o impacto visual talvez seja maior com os jorros e respingos de sangues numa violência mais crua e menos plástica.

Entre em cena na jornada do herói a oráculo e interesse amoroso encarnada por Freida Pinto, guerreiros que servem para praguejar e atirar lanças (Olha Stephen Dorff querendo voltar às grandes telas de cinema) e como derradeiro a liderança contra tirania, lutando por liberdade, pela família, pela imortalidade.

A seqüência clímax traz um tom épico emergente, simetricamente inerente a um filmão

A bela Isabel Lucas como Atena

pipoca, esbravejado como um discurso inspirado ao público. É a palavra ‘continuação’. Com isso, parece que histórias de sandálias e espadas voltaram mesmo com força total.

Os Imortais vale pelas lutas, efeitos em CG, o impacto visual, e a beleza de Freita Pinto e Isabel Lucas (como Atena), mesmo o conto não se atentando à mitologia como é contada nos livros. E o foco central na personagem de Henry Cavill prova que por mais que ele seja um simples mortal dos campos e lavoura, na verdade ele tem é habilidades que se equiparam à um super-homem, ou quem sabe à um deus grego?

Nota 8,0

  • Eu ainda não assisti esse filme, mas já pelo trailer eu não gostei. Carnavalesco demais e o roteiro pouco interessante. Eu prefiro muito mais o Clash of the Titans de 1981. Esse parece ser só mais uma sucessão de efeitos especiais para compensar um roteiro raso e sem criatividades.

  • Nathalia

    Essa resenha me deixou um pouco mais interessada no filme do que o próprio trailler. Mas esse Imortais segue o mesmo estilo daquele Fúria de Titãs que saiu há pouco tempo, não é? E só de pensar nesse detalhe, já fico com vontade de ficar em casa.

  • Rachel Bohrer

    Eu já assisti e lamento dizer que a história em si deixou a desejar em minha humilde opinião. As cenas de lutas e os efeitos foram perfeitos, a forma como esse herói tbm surgiu foi o diferencial, realmente fiquei surpresa ao chegar no final do filme e descobri que ele era somente um humano, o que é raro nesses filmes de deuses e semi deuses.
    Já sei que haverá um outro filme, vamos aguardar né pra ver se melhora um pouquinho a história!

  • Vanessa Parrenho

    Eu to louca pra ver, confio na opinião do Efra, e 8 pra ele é 9 pra mim, sempre. rs

  • Vinicius Rosa Ribeiro

    Nossa, gostei muito da resenha! Fiquei ainda mais empolgado para ver o filme!

  • Carjupe

    Vi o filme e descordo do Efraim dessa vez. Ja sabia que não ia ter um roteiro elaborado então fui pelo efeito pipoca do filme.
    CGI’s bem ruinzinhas, elenco fora de sintonia tentando algum overacting um minuto ou outro. A única coisa que pode realmente ser considerado bom são as coreografias, que mesmo assim, não supreendem em nada. Gostei da parte da “adaptação do Minotauro” isso foi a única coisa que eles foram originais e de resto mais nada.Não daria um 2,0 pto filme.
    Minha opinião é claro

  • Efraim

    Bom, vamos lá…

    O filme tem divido opiniões. Creio que dramaticamente esta história deixa a desejar. Embora as atuações não sejam tão ruins.

    Já a partir de um viés ficado na diversão, ele atinge o objetivo, afinal… Filme pipoca, despretensioso, e a nota em questão foi baseada nisso… A diversão que proporciona.

    Um filme que, ao meu ver, precisa ser visto com olhos infantes… os mesmos que viram heróis como Cavaleiros do Zodíaco há 18 anos na tv!

    Continuem lendo e forte abraço!

  • Assisti hoje ao filme no cinema.
    Não se trata do melhor filme do ano, com certeza.
    Não tem o melhor dos roteiros, nem os melhores diálogos…muito menos segue a mitologia, como bem se sabe.
    No entanto, me surpreendi pelo fato que não esperava nada do filme (o trailer carnavalesco também me deixou com o pé atras), e ainda assim sai de la satisfeito. As cenas de ação são muito boas (Teseu é uma maquina de matar!), os efeitos ficaram bem legais e o filme cumpriu com sua proposta: um blockbuster-pipoca.

    Não entendo essa mania de muitos quererem julgar certos filmes por tal detalhe aqui e ali… não se trata de um filme produzido com a intenção de se tornar um “O Poderoso Chefão”, mas um filme-pipoca, para divertir, e nisso “Imortais” cumpre seu proposito.

    Destaque para Henry Cavill como Teseu. Eis o novo Superman do cinema. No aguardo por 2013.