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Resenha | Os substitutos (Surrogates)

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Resenha | Os substitutos (Surrogates)

Ok! Sinopses foram escritas. Pôsteres foram divulgados e trailers exibidos, mostrando a cinéfilos e especialmente fãs da Ficção Científica que este gênero ainda perduraria por mais tempo com certa tranquilidade. Ao menos, foi esta a impressão que todo material divulgado sobre a nova película a cargo do diretor Jonathan Mostow (Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas) passou ao público.

O filme é estrelado nada mais nada menos que pelo ator ícone dos anos 80 e ainda até hoje Bruce Willis, ao lado de Radha Mitchell, Rosamund Pike, Boris Kodjoe e James Cromwell.

Os Substitutos, produção dos estúdios Disney/Touchstone Pictures é baseada na série em quadrinhos Homônima da editora Top Shelf (The Surrogates) escrita por Robert Venditti e com a arte de Brett Weldele, inicialmente publicada em 2005 e conta a história de uma sociedade futurista que vive suas vidas remotamente através de uma espécie de avatar cibernético, ou como por muito tempo foi conhecido em Hollywood, o bom e velho robô.

A novidade acaba se tornando um meio de segurança e item fundamental inserido na vida do homem moderno. O que podemos comparar como o celular ou o computador pessoal, artigos hoje considerados indispensáveis, mas que há 20 anos atrás, não faziam falta em absoluto à sociedade.

Tanto a produção cinematográfica como a obra original já foram comparadas à convivência das pessoas em sites de relacionamento, à trilogia de ficção “Matrix” e até mesmo a games como The Sims, que concede ao jogador a possibilidade de construir seu avatar em um plano virtual onde seu personagem pode ser customizado ao seu bel prazer.

Depois de muitas expectativas Surrogates chega sem muito alarde e justifica plenamente sua baixa rentabilidade nas bilheterias.

Tom Greer (Willis) é um policial (e usuário de uma unidade Surrogate, como a maioria dos humanos até então) que ao lado do Agente Peters (Radha Mitchell), investigam a morte de duas pessoas ligadas a destruição de suas unidades substitutas. O caso, até então sem precedentes, obriga a Greers a abandonar seu substituto mecânico ao descobrir que uma grande conspiração se esconde por detrás deste universo de caos controlado, onde tais máquinas deturpam o senso de realidade da sociedade moderna fazendo com que as pessoas se desprendam da real necessidade de contato humano em um universo onde o mais importante são as aparências.

O longa acabou por se tornar uma tentativa frustrada de parafrasear grandes mestres da ficção literária como Phillip K. Dick e Isaac Asimov, que sempre levantavam questões filosóficas, éticas e morais referente ao comportamento da sociedade moderna com o constante, e no caso, absurda evolução da tecnologia supostamente aliadas ao homem.

Os Substitutos é um filme com direção falha, elenco sem química, cenas de ação clichê, e sinceramente, com uma pós produção que não surpreende. Se ainda estiver interessado em conferir Os Substitutos, deixe que seu “Surrogate” faça isso com esta produção nota 4,5.

Os Substitutos (Surrogates)
Direção: Jonathan Mostow
Elenco: Bruce Willis, Radha Mitchell, James Cromwell, Ving Rhames, Rosamund Pike e Boris Kodjoe.