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Resenha | Os Vingadores

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Antes de mais nada, NÃO HAVERÁ SPOILERS (Ou quase)!!! Se você é nerd  e fã destes incríveis super seres, pare de ler essa resenha e levante a sua bunda ociosa para ir diretamente à sala de cinema, porque fica difícil resenhar sobre uma obra cinematográfica tão aguardada por gerações de fãs de quadrinhos como Os Vingadores.

“O filme é uma combinação de um plano grandioso que já vem acontecendo há anos”, são as palavras de Joss Whedon. Sim, amiguinhos, a fita de ação com doses massivas de explosão e filme catástrofe realmente honra o monstro da expectativa do mesmo porte colossal do gigante esmeralda. Faltam realmente palavras que representem a grandiosidade do patamar de excelência que Whedon conseguiu alcançar com o roteiro e direção!

Hollywood realmente sofre uma crise de bloqueio criativo, mas se a indústria dependesse de cineastas visionários como este, então um banquete cinematográfico estará sempre no cardápio. A vasta experiência que Whedon tem em lidar com múltiplos personagens nas séries em que comandou, Buffy e Firefly, dá total confiança para lidar com os personagens dos quadrinhos não só por manter a linha narrativa amarrando a todos os heróis, mas por ser um nerd amante das hq’s destes personagens.

Joss é um fã apresentando e brindando uma obra cultuada dos quadrinhos para os outros fãs de todo o planeta. É um projeto passional, e com certeza o trabalho de vida mais significativo da carreira dele, e vamos exaltá-lo pelo trabalho que fez, sim, principalmente tendo por ciência que a experiência dele em filmes para as telonas se resume somente à obra Serenity.

Sim, ele realmente fez o que poucos conseguiram. Fazer o considerado ‘impossível’. E agora, como prato principal, temos The Avengers, um sonho infantil como realidade…

“Herói”… Tá ai uma palavrinha um tanto saturada nos filmes. Seu significado é vasto: “Pessoa de grande coragem ou autora de grandes feitos; personagem nascida de um ser divino e de outro mortal; personagem principal; pessoa ou personagem de ficção que tem atributos físicos ou morais muito positivos; pessoa que provoca admiração, pessoa que é o centro das atenções; pessoa que se destaca pelo seu proceder escandaloso ou incorreto”

Clint Barton/Gavião Arqueiro, Natasha Romanoff /Viúva Negra, Bruce Banner/Hulk, Tony Stark/Homem de Ferro, Steve Rogers/ Capitão América, Thor e Nick Fury simplesmente portam essa definição desconstruindo e remontando novamente tal significado, indo além de cada uma dessas palavras no seu sentido mais puro. O Agente Coulson é uma peça imprescindível para que todos alcancem a melhor versão de si mesmos num momento chave e específico da narrativa.

Cada elemento que compõe este grupo é hiperbélico por si só. São símbolos, e como tal são sempre melhores quando visto em ação e servem de exemplo. E que ação, meus caros, que ação…

Essa responsabilidade maior em personificar o exemplo e servir ao próximo tem lá seu aspecto messiânico, e em teoria deveria recair com considerável peso na personagem do Capitão América, o líder, não por simplesmente representar uma nação, não! Mas por representar o ideal de liberdade e justiça que se adéqua à qualquer um, em qualquer lugar deste planeta.

Mas esse mesmo significado e símbolo não está obliterado à figura do bandeiroso. Ela se estende em cada um dos personagens (devidamente apresentados e todos têm seu espaço com falas consolidadas), mesmo com suas falhas, dúvidas, erros e atritos entre si gerados pelo plano nefasto de Loki em obter seus sádicos desejos a qualquer custo.  Sim, ele tem um exército, mas do nosso lado temos o Hulk. Suck that, bitch!

Aliás, uma salva de palmas para Tom Hiddleston, que encarna o vilão no sentindo amplo. Quem sabe ele seja o Darth Vader da nova geração? Os melhores diálogos recaem quando ele entra em cena, fator interessante já que Whedon conseguiu manter aquele discurso shakesperiano de Kenneth Branagh na aventura do deus do trovão, só que agora num tom ácido e mais ameaçador, afinal, porque temer humanos? Ele é Loki, deus da trapaça, regendo uma sinfonia de destruição, medo e submissão. Uma bota em cima de formigas, nós humanos, e fará explodir uma bomba relógio que Banner tanto teme que o supergrupo seja.

O alivio cômico está garantido, é claro, na figura de Stark. O gênio, bilionário, playboy e filantropo que não sabe trabalhar em equipe. Mas ele não será o único em arrancar gargalhadas, aqueles a quem menos se espera tem seus momentos engraçadinhos.

É um deleite visual atrás do outro, um efeito dominó crescente áudio-visual. A trilha épica e ao mesmo tempo dantesca de Alan Silvestri dá o tom sobre ao que esperar, e quando os maiores heróis do planeta se reúnem em Nova Iorque para a chegada do clímax, a música de Williams nos faz sentir heroicos, nos faz querer vestir um traje de combate e fazer parte daqueles que são mais do que a soma das partes de uma equipe… Você deseja ser um elo fundamental na conquista por liberdade.

É como nosso amigo colunista Victor Rodrigues disse: “Os Vingadores não é ‘diversão sem compromisso”. Existe lá o esforço honrado deste incrível universo com sons, texturas, imagens em movimento, diálogos afiadíssimos… É diversão levada à sério!

Ao final você vai, sim, querer um Hulk como amigo e guarda-costas, um escudo de vibranium, o Mjolnir e uma armadura Mark VII para ser invencível. E também irá cobiçar titanicamente Natasha Romanoff naquele couro apertadinho, mas saibam, queridos leitores, que ela é minha e somente minha e de mais ninguém!!!

Os Vingadores tem tudo pra daqui pra frente virar um clássico obrigatório na prateleira ao lado de obras cinematográficas como a saga Star Wars, O Poderoso Chefão, O Senhor dos Anéis ou Exterminador do Futuro. Desafiar os humanos é flertar com a morte e podemos dizer que Hulk é a força, Nick Fury é o olho da missão (sem trocadilhos… tá, só um pouquinho), Tony Stark é a mente, Steve Rogers é o coração e Thor é a alma deste incrível grupo que compõem os maiores heróis da Terra. Você terá orgasmos nérdicos e vai pedir por mais! A Distinta Concorrência que se cuide, porque agora, mais do que nunca está desesperada e vai ter de chupar essa, e não vai descer redondinho, nem doce.

E fiquem até o último momento, pois uma surpresa… Sabe o clássico jogo dos fliperamas, Marvel Super Heroes? Então, você vai pensar nele quando vir a cena pós-crédito. As coisas tomaram um caminho de proporções cósmicas!