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Resenha | Percy Jackson e o Ladrão de Raios

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Resenha | Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Atualmente o que mais pipoca em Hollywood são adaptações de contos infanto-juvenis, que estão distribuídos aos montes. Agora, Chris Columbus, cineasta que retrata bem esse universo brinda fãs desse segmento com Percy Jackson e o Ladrão de Raios, originalmente concebido por Rick Riordan.

Direto ao ponto: Percy Jackson, apesar das belas sequências de ação e efeitos especiais, é, por momentos, um tanto falho, risível, caricato, virando uma densa sopa cheia de clichês!

Mas ainda assim, uma boa diversão!

Na história, Percy é filho do deus dos mares Poseidon (Kevin McKidd, de O Melhor Amigo da Noiva) com uma mortal. O garoto, vivido por Logan Lerman, descobre repentinamente ser um semideus, protegido em segredo pelo melhor amigo Grover (Brandon T. Jackson, de Trovão Tropical), que é na verdade a figura mitológica de um sátiro – metade homem e metade bode!

O poderoso raio de Zeus (Sean Bean), a arma mais mortal que existe, desaparece. O senhor dos deuses acusa o jovem de tê-lo roubado, dando um prazo curtíssimo a Poseidon para que o garoto devolva, ou haverá a maior das batalhas na Terra.

Assim começa uma jornada que vai do plano de existência dos mortais até o submundo de Hades (o comediante Steve Coogan). A sinopse pode soar promissora, mas no desenrolar são poucos os momentos que trazem uma roupagem épica.

O público a quem se deseja atingir é muito bem definido, e tão previsível quanto à escolha de quem levar aos cinemas é a história, recheada de estereótipos que até funciona bem no que se propõe, que é a diversão.

Vamos aos exemplos:

  • A típica ajuda do sidekick, aqui vivido por Grover. Rapaz negro, alívio cômico, que faz o trabalhinho “pesado”.
  • O interesse romântico do protagonista, Annabeth Chase (Alexandra Daddario), filha da deusa Athena (a belíssima Melina Kanakaredes, da série CSI: Nova Iorque).
  • E claro, a presença de um mestre e conselheiro, representado por Quiron (Pierce Brosnan, o James Bond de outrora).

Um ponto gritante é Percy, que nunca teve treinamento como guerreiro, lutar contra combatentes extremamente disciplinados, ao melhor estilo Highlander, e vencer todos.

Mas por ter poder de uma deidade correndo nas veias, entra a licença poética: se você é um semideus, então pode.

Outra irregularidade é simplesmente ignorar acontecimentos da mitologia grega (afinal, Medusa não foi morta por Perseu na Grécia Antiga?) , na fita ela dá as caras com a interpretação de Uma Thurman.

A sucessão de clichês continua quando a fama do jovem herói cresce no acampamento, centro de treinamento dos filhos dos deuses do Olimpo, atraindo as piriguetes locais que ignoram completamente o capacho, quer dizer, o amigo, Grover.

Basicamente o filme se desenrola com a trinca de jovens investigando e usufruindo de magia para desvendar quem é o verdadeiro ladrão de raios.

Caro leitor, Percy Jackson e o Ladrão de Raios é legal, um bom passatempo, usa dos mesmos artifícios de outra grande franquia, a de um bruxinho de óculos, e traz a fórmula básica: CGI, elenco bonitinho de revista Capricho, vilões, e alívio cômico – que sempre rouba as cenas.

Para muitos que não se deixam agradar por este gênero um conselho aqui é dado: aguarde, ou reveja filmes que fazem jus aos verdadeiros épicos como Fúria de Titãs, 300 (do visionário Zack Snyder), Gladiador, etc.

Quem sabe um dia uma mega produção de God Of War brote para a alegria de muitos?