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Resenha | Plano de Fuga

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E estreou nesta última sexta-feira (18/05/2012) mais um thriller de ação com o veterano Mel Gibson que a cada produção que participa, ao menos na frente das câmeras, parece se descompromissar com a indústria do cinema em trabalhos longe do ideal dos holofotes de Hollywood, se atendo em papéis pouco convencionais  e despretensiosos ao mesmo tempo.

Em Plano de Fuga não é diferente, Mel Gibson volta em tela com o intuito de não aplicar nada do que anteriormente lhe rendera renome e acima de tudo respeito entre os figurões  e o público de Hollywood. Gibson encarna um criminoso de várias identidades que acaba preso no México após escapar das forças policiais da fronteira com uma grande bolada fruto de um roubo em solo americano.

Aproveitando a oportunidade de dinheiro fácil, policiais corruptos do México prendem o criminoso e “confiscam” o dinheiro sem saber que despertariam a fúria de seu verdadeiro dono nos Estados Unidos. Enquanto isso o personagem de Gibson se adapta as suas novas instalações na prisão de Pueblito, onde a comunidade carcerária vive em um regime semi aberto baixo a condições horríveis de vida. Entre golpes e pequenos furtos o criminoso faz amizade com um garoto que lhe acaba revelando mais segredos sujos e sangrentos da administração da cárcere e dos demais figurões do crime que habitam as dependências de Pueblito fazendo com que  se afunde mais em um inferno desconhecido no qual seu único medo reside em apenas nas indecisões de sua consciência.

Apesar do toque de drama, e da cruel realidade desta prisão junto com o difícil temperamento dos internos a escolha para o papel de Gibson ainda é de um papel canastrão como muitos já listados em seu currículo desde Máquina Mortífera. O filme é um trabalho escrito pelo  próprio Gibson ao lado de Adrian Grunberg, diretor de Plano de Fuga e que na grande maioria dos seus trabalhos sempre atuou na assistência de direção sempre encarregado de unidades secundárias de produções como Chamas da Vingança, Mestre dos Mares além de filmes com participação do próprio Mel Gibson como Apocalyto (dirigido por Gibson) e O Fim da Escuridão.

Plano de Fuga não apresenta nenhum brilhantismo e apela muito mais pelo lado pipoca apostando na ação e nas proezas do personagem de Gibson, tendo suas filmagens divididas entra México e Texas (EUA) tirando muito proveito da fotografia local. Se há algum destaque em específico este vai a atriz Dolores Heredia e o jovem Kevin Hernandez, que acrescentam uma dose de boas performances e dramaticidade a esta produção. O filme ainda conta com a presença de algums rostos conhecidos do meio como as de Peter Stormare(Constantine, Prison Break) Bob Gunton (Um Sonho de Liberdade, 24 Horas) e Dean Norris (Breaking Bad) mas nada de muito destaque visto que seu tempo em tela seja bem limitado.

Encerrando esta resenha que aliás não precisaria de muita divagação dadas as “rasas” proporções da película, Plano de Fuga é um entretenimento pobre, despretencioso e sem lá muito objetivo. Mel Gibson faz as mesmas apostas no personagem mas para os seus padrões habituais ainda assim se arrisca um pouco no roteiro e na ambientação do filme. Já por parte da direção, este não é um verdadeiro teste para a direção de Adrian Grumberg visto que Plano de Fuga carece de história, personagens e um roteiro que represente um verdadeiro desafio para qualquer cineasta.

Nota: 5,0