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Resenha | Show 30 anos Biquini Cavadão

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Trinta anos de estrada, de muito trabalho, sucesso e momentos passionais dos fãs. Essa tem sido a vida do Biquini Cavadão que celebrou na noite de 16 de maio no Centro de Convivência de Padre Miguel essas três décadas de muita música.

Quando anunciado o show, baixam as luzes e entram Carlos Coelho (guitarra), Miguel Flores (teclado), Álvaro Birita (bateria) e Bruno Gouveia (voz), acompanhados de Walmer Carvalho (sax) e Marcelo Magal (baixo). Já de cara a clássica canção oitentista “Tédio”, praticamente obrigatória em todas as apresentações do grupo. Aliás, em decorrência dessas três décadas houve clássicos por toda a noite.

Em clima de Copa do Mundo vem “Hoje é dia de comemorar”, seguida da sempre ótima “No mundo da lua” com a participação de uma fã ao palco. Uma característica do Biquini é a grande aproximação com o público, e já declararam querem tocar o mais próximo, literalmente, o que rende tropeços e mosh de Bruno, muitas vezes demorando a retornar a palco.

Aproveitando o tom de manifestações em todo o país entra “Promessas de fim de ano”. “Impossível”, “Em algum lugar no tempo”, “Múmias”, “Vou te levar comigo”, “Quando eu te encontrar” e “Dani” são de lei pra quem se considera fã, embora “Carta aos missionários” (originalmente da banda Uns e Outros) que foi apropriada pelos vocais de Bruno tenha feito falta por não estar no set list.

“Tá na hora de puxar as barbas de Deus!” vocifera Bruno para “Vento ventania”, numa explosão de energia com os acordes característicos. A apresentação segue com mais baladas bem melódicas, quando o ritmo muda com guitarras pesadas de Coelho com “Só quem sonha acordado vê o sol nascer”.

“Que bom que escolheram uma música que seja parte da trilha sonora da vida de vocês. Se vieram aqui por causa de uma música já tá valendo” relata o cantor no palco da quadra. É quando entra à capela com ”Timidez” para depois com a vigorosa “Zé ninguém”.

Caminhando pro fim uma jam session: instrumentais entre Coelho, Carvalho e Magal de “Smoke on the water”, o tema de “A pantera cor de rosa”, “Back in black” e outros, para então Bruno cantar “Chove chuva”, de Ben Jor. Os ídolos de uma geração saem do palco e a noite termina em aplausos e gritos.

Fotos: Efraim Fernandes / FOTONEWS