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Resenha | Transformers 3: O lado oculto da lua

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Resenha | Transformers 3: O lado oculto da lua

O texto a seguir contém leves spoilers!

Quando a crítica caiu em cima de Michael Bay dizendo que o segundo filme da franquia de Transformers era fraco, a produção garantiu ter aprendido com os erros. Até os atores mostraram o descontentamento com a sequência. Shia Labeouf, que dá todo o gás nas cenas em que aparece, disse que A Vingança dos Derrotados era uma verdadeira bosta.

Mas amigos, por favor, todos de pé e saudando Ehren Kruger, que atua como roteirista, e o senhor explode-explode diretor por simplesmente fazer desse capítulo o mais impactante da trilogia. E não só visualmente, mas por manterem uma narrativa que envolve segredos de estado, conspiração e remonta um pouco ao passado dos seres autômatos de Cybertron.

Sabe a expressão “briga de cachorro grande”? Pois bem, os efeitos em CG proporcionam exatamente isso, principalmente nas cenas finais de ação, como de praxe. Não é à toa que os Bayformers faturaram a maior bilheteria do ano e só no primeiro dia o filme  arrecadou 62 milhões de verdinhas americanas.

O filme segue com Sam na busca do primeiro emprego depois que se formou na faculdade. Bom… vida nova, namorada nova. Megan Fox, que quase não faz falta, sai para entrada de Rosie Huntington-Whiteley, interpretando Carly. Uma gostosa por outra, nada mais justo!

Aqui a narrativa amarra os destinos mais uma vez de humanos e os autômatos. Os acontecimentos históricos da corrida espacial das décadas de 50 e 60 desencadeiam uma conspiração que está intimamente ligada à guerra civil entre os robôs.

E para ajudar esse desenrolar de tema “cabeça”, tome-lhe um elenco de peso, uma verdadeira vitrine que expõe os momentos tragicômicos. Frances McDormand como a fodona que sabe todos os segredos governamentais; Ken Jeong (o asiático peladão que sai da mala do carro em Se Beber, Não Case), que com suas caretas não passa de uma mera peça, obrigada a trabalhar para os Decepticons. Completando, vem Patrick Dempsey, o milionário playboy clichê de olho gordo na gostosa da vez, mas que se revela mais do que aparenta. E por último, o que menos (ou não) acrescenta à história, o personagem de John Malkovich, o chefe de Labeouf, com os devidos transtornos obsessivos.

Por conter tantos “detalhes profundos” o espectador pode se cansar com o remonte histórico. Mas as intrigas, reviravoltas e alívios cômicos ajudam a confeitar o bolo que tem como sabor a ação com explosões e computação gráfica, um passo além dos filmes anteriores. Ou seja, o que Bay sabe fazer de melhor é tudo aqui elevado a uma grande potência, como nunca fizera antes.

O resultado ao longo da fita é a fórmula densa com todos os elementos que honram um filme pipoca, aliados ao roteiro em que muito se fala, e que talvez soe enfadonho ao espectador pela “riqueza de detalhes”. Até que Michael Bay se faz valer no que sabe de melhor: destruição!

Chicago foi simplesmente aniquilada, quase riscada do mapa com tantas baixas humanas e prédios postos abaixo, em cenas que os efeitos visuais podem honrar essa como a referência mor do diretor pirotécnico. Shia correndo em meio a explosões reais na cidade são parte significativa do que faz a franquia ser o que é.

Transformers – O Lado Oculto da Lua seguramente encerra com chave de ouro a trilogia por ser o motivo primário das pessoas irem ao cinema: entretenimento!

Mas fica aqui uma observação de nerd chato: de acordo com o segundo filme, só um Prime pode derrotar o Fallen. E Megatron praticamente derrota Sentinel Prime ao final do terceiro filme. Partindo dessa premissa, era para Megatron ter dominado o planeta. Mas não nos esqueçamos que os humanos são os que chutam o traseiro metálico de Megatron no segundo filme…

Ociosidade é uma droga!

  • boa critica Efraim,

    gostei muito de todos os filmes da trilogia, o segundo mesmo sendo o mais fraco me divertiu, agora este ultimo me deixou de queixo caído com os efeitos especiais e sonoros que sem eles os efeitos visuais não teriam tanto sentido.

    para o conjunto concordo com sua nota, o filme so peca em sua duração, muito longo.

    grande abraço.