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Resenha | Transformers: A Vingança dos Derrotados

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No mundo do entretenimento, sempre foi dito, por muitos do ramo, que chegar ao sucesso ou estrelato uma vez é relativamente fácil, tanto no campo literário, musical, televisivo ou, como no caso, cinematográfico.

Mas ser bem sucedido por uma segunda vez, é o que comprova que você foi capaz de manter seus fãs com algo novo e ao mesmo tempo, sem sair de sua característica, mantendo o fator do sucesso anterior.

Michael Bay e grande parte do elenco voltam a ocupar seus lugares na segunda investida da franquia baseada na série animada (assim como na linha de brinquedos da Hasbro) Transformers. Revenge of the Fallen, como o sucesso de 2007, não apresenta absolutamente nenhuma densidade ou pretensão em seu roteiro, mas tem o que muitos filmes com conteúdo às vezes esquecem, o princípio básico, mas fundamental que deu à luz o cinema: o entretenimento!

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Michael Bay em ação

Em Transformers: Revenge of the Fallen, o roteiro, em um raro momento de brilhantismo, mostra uma evolução de personagens e situações logo em seu início, mostrando que tudo neste universo tem uma progressão, e não ficou à mercê de uma possível inércia de um filme para o outro.

Em uma seqüência de muitas situações jogadas na tela em meio às loucas edições de Michael Bay, é mostrado como evoluiu a relação entre os humanos e os seres de Cybertron. Uma espécie de, poderíamos dizer, expansão do universo Transformers nos cinemas.

Em breve introdução, é mostrada que a passagem destes seres pela terra se deu em tempos longínquos (17.000 AC), ao lado dos primitivos humanos. O planeta, ainda sofre com eventuais hostilidades decepticon, e para eventos desta magnitude, é acionado o grupo militar internacional denominado de NEST, exército formado por humanos e Autobots, encarregados de rastrear, localizar e neutralizar o inimigo, como exemplificado na operação em Xangai, China, onde se encontrava camuflado em uma usina o gigantesco Decepticon Demolishor.

Bay novamente oferece uma pequena amostra do que está por vir em uma grandiosa cena de ação ininterrupta, onde os soldados do NEST, auxiliados pelos Autobots, caçam a hedionda e imensurável criatura através da cidade em uma batalha que introduz vários dos personagens convocados por Optimus (Final do filme anterior). Mais velocidade, mais destruição, e muito mais robôs marcam esta entrada digna da assinatura de Michael Bay.

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Shia e Megan: entrosados

Os personagens Sam Witwicky e Mikaela Banes, incorporados novamente por Shia LaBeouf e a inebriante Megan Fox, voltam, ao lado do restante da família Witwicky (Kevin Dunn e Julie White), acompanhados do dobro da típica comédia pastelão que os acompanha desde a produção anterior.

Outro destaque do elenco é o ator John Turturro, na pele do neurótico ex-agente Simmons do Setor 7, que exonerado de suas atividades secretas governamentais, trabalha ao lado de sua mãe em uma mercearia. Turturro arranca risadas com cada palavra solta ao ar entreverada com seus tiques e cacoetes, tornando o personagem um dos pontos altos desta atração, ao lado do novato Ramon Rodriguez, encarregado pelo papel de Leo Spitz, proprietário de um blog que dissemina teorias da conspiração envolvendo máquinas alienígenas, tendo este ainda, a sorte de se tornar o companheiro de quarto de Sam Witwicky no campus da faculdade, gerando outra infinidade de fatores cômicos.

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Fallen: o vilão mor

Todos estes heróis são convocados de volta para uma nova aventura quando é descoberta uma nova invasão em massa decepticon, liderados pelo ressuscitado Megatron e por uma das maiores ameaças à vida do planeta, o decepticon líder-mor: Fallen. Agora os decepticons planejam a retirada da energia conhecida como “Energon” do nosso sol através de um dispositivo há muito deixado na Terra, escondido no Egito.

A renomada empresa de efeitos visuais Industrial Light & Magic, geram uma infinidade de novas e assustadoras criaturas Decepticons, perfeitamente casadas com o ambiente e as ágeis cenas de Michael Bay. O maior exemplo disso está em Devastator, um colossal Decepticon formado por uma combinação de vários Constructicons, capaz de sugar seus inimigos em um processo de exaustão impressionante, somente equiparada ao seu poder descomunal de destruição via impacto!

Outro acerto no roteiro foi a modificação no conceito de Soundwave, originalmente usado como um rádio gravador na clássica série animada (G1), hoje ele se torna um satélite alienígena que se apodera dos meios de comunicação da Terra hackeando outros satélites. Esta nova versão de Soundwave também é capaz de liberar uma probe em formato felino chamada de Ravage, onde infiltrou nano robôs que em conjunto, tomam várias formas físicas, sendo responsáveis pela recuperação dos restos do cubo All Spark. Esse reconhecidademente foi um dos recursos ou desculpas esfarrapadas de roteiro para a volta de vários elementos do sucesso predecessor de 2007.

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Optimus Prime e Bumblebee: duros na queda

As emendas no roteiro para fazer com que o material do filme passado entre em conexão com Revenge of The Fallen, por muitas vezes fracas e falhas são muito em breve esquecidas na épica batalha final entre Autobots e Humanos Vs. Decepticons, onde novamente Michael Bay magistralmente mostra todo aparato militar americano em ação.

As cenas de ação envolvendo os queridos Autobots Optimus Prime e Bumblebee, mostram o porquê de Decepticons sempre ficarem relutantes ao entrar em embates diretos envolvendo esta dupla.

Para melhor avaliação de Transformers: Revenge of The Fallen consideraremos os quesitos separadamente.

Roteiro: Aonde?

Ação: Meu medidor só vai até a escala Michael Bay!

Fotografia: Sim! Por Favor! Uma com Megan Fox!

Efeitos Visuais: Como assim era mentira?!

Atuações: Palmas para os engraçadíssimos Labeouf possuído, o neurótico John Turturro e para Megan Fox em pé ou qualquer outra posição.

Nota final: 9,0