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Resenha | Tron – O Legado

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Resenha | Tron – O Legado

Depois de mais de 25 anos, finalmente chega aos cinemas a continuação do filme cult Tron – Uma Odisséia Eletrônica, primeiro a usar extensivamente a computação gráfica. O longa foi um marco na produção de efeitos especiais e a sua sequência segue o mesmo caminho, esbanjando qualidades técnicas.

No filme, Kevin Flynn (Jeff Bridges) desaparece sem deixar rastros. Vinte anos depois do ocorrido surge uma pista sobre seu paradeiro e Sam (Garrett Hedlund), seu filho, atende ao chamado, sendo tragado para o mundo virtual do qual seu pai tanto falava. Esse mundo agora é governado por Clu, cópia criada por Kevin para ajudá-lo a construir um mundo perfeito. A criatura sente que seu mestre traiu seu próprio propósito e tenta destruí-lo, fazendo com que o criador fuja para o exílio sem poder voltar ao mundo real.

Clu planeja sair da Grade e precisa de Kevin Flynn pra isso. E a trama é essa, não há necessidade de contar mais para não revelar muitos spoilers.

Pessoalmente, achei a história do filme boa, mesmo não apresentando nenhuma novidade ou grande reviravolta. Ela toca superficialmente em questões filosóficas e usa algumas referências a religiões, mas no fundo isso não importa muito, o filme foi feito para ser divertido. E é divertido.

O grande trunfo do longa são os belos visuais aliados a fantástica trilha sonora criada pelo Daft Punk. Aliás, acho até que a trilha sonora salva o filme. É absurda a maneira como as imagens casam com a música e vice-versa. Veja o Tron – O Legado no melhor cinema possível que você não vai se arrepender. Eu, por exemplo, viajei mais de 300 km para ver o filme no IMAX e fiquei maravilhado.

Clu 2.0: Jeff Bridges virtualmente mais jovem

Uma das novidades tecnológicas é o vilão Clu, versão digitalmente rejuvenescida do ator Jeff Bridges. Como o diretor Joseph Kosinski declarou, ele não está totalmente perfeito e em vários momentos você percebe que é um personagem criado digitalmente. Mas isso não chega a incomodar e em pouco tempo você se acostuma. O discurso inflamado de Clu é uma das melhores cenas de Tron – O Legado.

O 3D do filme é bom, usado mais para dar profundidade às imagens do que para jogar coisas na direção do espectador. Porém, em alguns momentos quase não se nota diferença, talvez por que eu estava muito perto da tela ou talvez por causa da edição, com cortes rápidos que não deixam você aproveitar a sensação de profundidade.

Tron – O Legado pode não ser uma obra-prima do ponto de vista dramático, mas é uma obra-prima visual e sonora que encanta os olhos e os ouvidos. Recomendado.

  • Eu acho que a única cena em que o Clue funcionou foi a da casa do Kevin Flynn, a do discurso muito tosca. Mas, fora isso, tudo funcionou bem.

    Feliz Ano Novo Nerddrops

  • Gostei muito do que falou sobre o filme, mas só queria informar que resenha critica não é feita em 1ª pessoa, então o que você escreveu é mais um artigo de opinião.