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Resenha | Zumbilândia

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Resenha | Zumbilândia

“Morra de dar risadas.”

Com  certeza, ao perguntar para um nerd quais são uns dos seus maiores temores quando comentamos assuntos correlatos a morte e coisas horríveis em um futuro próximo, sua mente irá sempre dar aquele tom de escape da realidade ao dar aquela resposta que sempre esteve na ponta da língua: Zumbis!

Pois é! Mesmo na comédia os filmes sobre zumbis, algo que em hollywood acabou por se tornar um gênero em sí, não deixam de ser algo assustador, e variam entre o suspense e por incrível que pareça, a mais pura diversão.

Este é o caso da atração que chegou aos cinemas brasileiros que veio talvez até errôneamente, porém ao mesmo tempo corretamenta traduzido como Zumbilândia (Zombieland) no dia 29 de janeiro, cerca de três meses de atraso em relação aos EUA, que teve sua estréia em outubro .

Desde a década de 60, o pioneiro do gênero George Romero, trouxe estas criaturas mortas e pútridas e por muito tempo até os dias de hoje garantiram boas doses de diversão diante às telas, e depois de inúmeras produções que abordaram o assunto, todos os elementos migraram da novidade para o clichê, e na tentativa de trazer um novo fôlego ao gênero, sucedeu assim a inserção da comédia no bom e velho elemento zumbi.

Columbus em “ação”!

Um destes exemplos aconteram na década de 80 com A Volta dos Mortos Vivos dirigida por Dan O’Bannon (sátira do clássico A noite dos Mortos Vivos)e mais recentemente no ano de 2004 com Todo Mundo Quase Morto (Shaun of The Dead) em 2004 do inseparável e competente trio Edgar Wright (direção), Simon Pegg e Nick Frost (as divertidíssimas estrelas do filme), que trouxeram do terreno britânico seu humor negro habilmente aliado ao gênero zumbi.

Mas aí esta Zumbilândia, e apesar de novamente todos os clichês e estereótipos possíveis e imagináveis estarem presentes em cena, a diversão salta em alto estilo da telona,  graças á ótima direção de Ruben Fleischer, ao simples, porém eficaz roteiro da dupla Rhett Reese e Paul Wernick e as divertidas atuações do elenco constituído por Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone e Abigail Breslin. Todos aparentemente bem dispostos a mais uma vez encararem os papéis do Anti-heroi Bad-Ass, do covarde, e dos malandros.

O jovem Columbus (Eisenberg), apelido que a propósito vem de sua cidade de origem, coisa que se aplica aos demais, é um dos não muito bravos sobreviventes do apocalipse Zumbi que rege a sua vida com regras básicas de resistencia contra a praga que assola a face da terra, regras  diga-se de passagem, definidas na tela de maneira muita divertida com caracteres que interagem com os personagens e os ambientes em meio as cenas. A antítese de Columbus é encontrada mais tarde no inabalável personagem  de Tallahassee (Harrelson), personagem valentão cuja coragem e ausência de medo vem da idéia de não ter mais nada a perder.

No rol destes estereótipos ainda contamos com a jovem dupla feminina, Wichita (Stone) e Little Stone (Breslin), que sobrevivem ao caos em dar pequenos golpes, o que lhes garantem uma irritante vantagem sobre a dupla dos inusitados heróis.

Como toda boa história clichê o grupo deixa as diferenças de lado unindo forças contra a ameaça maior e em prol da busca do habitual refúgio seguro.

O filme é regado com ótima cenas cômicas associadas com ação típica do gênero, sem mencionar da tamanha quantia de metodos eficientes para  aniquilar estas horrendas criaturas, todas pertencentes ao vasto repertório do hilário e habilidoso Tallahassee.

Outro ponto positivo é a inebriante introdução de Zumbilândia com ótimas cenas em Slow Motion ao melhor estilo Zack Snyder, que combinam o horror gore, a ação com a espetacular trilha de Metallica (From Whom The Bell Tolls) ao fundo, que geram um divertido chamariz para o público.

O “Bad Ass” Tallahassee em Ação

A única proposta de Zumbilândia é a diversão (bem retratada em um embate épico dos nossos heróis contra tais criaturas em um parque de diversões). Um filme despretensioso com o único intuito de entreter aos mais fervorosos fãs do gênero, mesmo sendo voltado para a comédia. Sem mencionar na grande participação especial de Bill Murray (atuando como sí mesmo) que deu uma ótima dinâmica aos demais membros do elenco. O jovem Eisenberg (possivelmente mais conhecido por aqui pelo fraco Amaldiçoados) e Woody Harrelson, mesmo sem os demais elementos que fazem de Zumbilândia uma ótima dica de diversão, garantem seu ingresso com cenas dignas do gênero comédia bem distribuídas nos seus 88 minutos de duração.

Enfim, Zumbilândia é diversão garantida para fãs do gênero Zumbi ou simplesmente para os ávidos por uma boa risada,  em um vasto mar de péssimas comédias hollywoodianas.

Nota: 8,5

  • Engraçado… Esse filme não me fez rir “out loud”, mas é no estilo que te deixa mt feliz depois que vc termina de ver. Principalmente se vc é gamer ou simplesmente jogou Left 4 Dead.

  • Esse eu quero ver no cinema. o/

  • Jackson

    Realmente, não é de gargalhar, mas te deixa com um sorrisão o tempo todo.

    Eu esperei pacientemente por esse filme, até que estreou no Brasil, MAS NÃO EM CURITIBA! Mandei a merda e baixei.

  • Patrick B. Cabeleira

    ESSSSEEEE é bom!

    Um dos melhores filmes de Zombie que já vi.

    A mistura de Zombies + Comédia ficou perfeitamente retratada neste filme!

    E parabéns pela Resenha, Oliver! ^^

  • Ahhhhh, eu tenho q ver esse filme… Matar zumbis é uma arte… chega de choradeira pelo paizinho q ficou pra trás, da namorada q foi devorada, pelo amigo que se transformou… o negócio é tacar piano em mortos vivos!

  • Não sabia que já estava rolando nos cinemas…

    Deve ser bacana, principalmente e jogou Left 4 Dead e Left 4 Dead 2.

    Veremos..

    Aliás.. Muito boa a resenha, legal pra quem não sabe nada de zumbis, pois traz um breve histórico do gênero, e pra já conhecia, não ficou massante passar por tal histórico.

    parabéns.

    😉

  • Ai ai.

    Zumbies nunca são cansativos, no cinema pelo menos.

  • Earinë

    Tava maluca pra ver esse filme e n tá passando em nenhum cinema em brasília. 🙁