Um site que não é lá.

Resenha | Thor – O Mundo Sombrio (Thor The Dark World)

0

Com o sucesso que foi Os Vingadores, a expectativa para a Fase 2 da Marvel somente aumentou o grau de exigência dos cinéfilos e fãs do quadrinhos, e o primeiro filme a inaugurar os novos caminhos dos heróis nas telonas veio com Homem de Ferro 3. Apesar de divertido e fechar a trilogia de Tony Stark nos cinemas, a ultima aventura do ferroso foi a mais distante das fitas até hoje que ajudou a construir esse universo coeso entre cada herói da Casa das Idéias.

Antes de tudo existir havia trevas, e com esta os Elfos Negros reinando na imensidão da escuridão

Eis que surge Thor – O Mundo Sombrio, e agora sim pode ser dito que a “Fase 2” realmente promete grandes surpresas.

Diferente da primeira aventura do Deus do Trovão que se passa boa parte na Terra (e sim, foi um bom filme apesar de fugaz) há dessa vez espaços para um maior aprofundamento e edificação dramática entre os personagens, principalmente para o agora prisioneiro Loki (alguém dê um prêmio pro Tom Hiddleston, por favor). As motivações e ações vistas nos filmes Thor e The Avengers deste personagem garantem um desenrolar de consequências e bons diálogos quanto ao relacionamento entre Odin, Frigga e o personagem título vivido por Chris Hemsworth.

d2b32fe9f8d9d85b_TomDance

Loki on the dance floor.

O que torna a sequência mais interessante também é não somente o visual de Asgard e alguns dos Nove Reinos do Cosmos que são de cair o queixo com tamanhos detalhes, o qual Thor e seus guerreiros adentram para preservar a paz, mas também o ressurgimento de uma ameaça: Os Elfos Negros, liderados por Malekith (Christopher Eccleston) dados como extintos há cinco mil anos por Bor, pai de Odin.

Antes de tudo existir havia trevas, e com esta os Elfos Negros reinando na imensidão da escuridão. A premissa soa bastante interessante, porém um pouco mais poderia ser explorado quanto à este cerne.

Malekith_4

Malekith

A motivação de Malekith é simples: da Luz voltar às Trevas em todo o Universo graças o iminente fenômeno de convergência dos Nove Reinos do Cosmos. A atuação de Eccleston, aliada ao figurino e visual, torna tudo um deleite (mesmo que pareça meio batido a explicação do vilão sobre os próprios desejos dele).

Em meio à maior afronta que Asgard já sofreu, Thor se vê obrigado a aliar forças com Loki à contra gosto de Odin (Anthony Hopkins, magistral como sempre) para resolução dos problemas, e dar fim aos conflitos. Ao mesmo tempo precisa lidar com Jane Foster, mais uma vez interpretada de forma competente por Natalie Portman, porém trazida de volta à trama forçosamente.

O que pode se afirmar é que com batalhas épicas, mundos fantásticos, comédia equilibrada com a ação e efeitos visuais fantásticos, o roteiro de Don Payne e Robert Rodat em amálgama com a visão estética de Alan Taylor que tem um histórico de sucesso com a HBO (incluindo a direção de seis episódios de Game of Thrones) O Mundo Sombrio traz uma fita que honra a grandeza do personagem Thor e tudo ligado à ele.

Loki e Thor

Loki e Thor

Não só isso, existe a promessa de caminhos para com o futuro da franquia do Deus do Trovão, Guardiões da Galáxia e Os Vingadores.

Fiquem para ver as duas cenas pós-créditos e entenderão. E, amigos, não fiquem surpresos se Loki ganhar um filme solo. Sim, ele rouba a cena a cada segundo! Com tudo a ser revelado podemos dizer uma coisa: CHUPA, DC!