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Resenha | Missão Impossível: Protocolo Fantasma

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Tom Cruise declarou que nunca lhe animou enumerar as aventuras do agente Ethan Hunt. Ele segue essa idéia na quarta aventura intitulada Missão

Impossível: Protocolo Fantasma com a idéia de trazer novas histórias e introduzir novos personagens, expandir o universo centrado nos agentes da IMF (Força Missão Impossível).
E eis que Brad Bird, egresso do cinema de animação (Gigante de Ferro, Os Incríveis e Ratatouille), realiza a proposta de Cruise, entregando com total confiança possivelmente o melhor capítulo da franquia cinematográfica de Missão Impossível, uma aventura de ação dosada, divertida, fazendo roer unhas e com pequenas reviravoltas.
Fica claríssimo o desafio que é estar à frente de umas das maiores franquias de histórias de espiões do cinema, já que para cada roteiro havia uma assinatura diferente por diretor.
Há dezesseis anos, Brian DePalma na película original criou um clima de espionagem, com a quebra de confiança, agentes duplos e nada parece ser o que realmente se mostrava. Um verdadeiro espetáculo de luzes, espelhos e fumaças.
O segundo filme, no ano de 2000, brindou os fãs com a visão tão característica de John Woo com os pombos em pleno vôo, movimentos de câmera lenta, dramatismo e closes súbitos. O quebrar das ondas em baixa velocidade no embate final entre Hunt e Sean Ambrose (a personagem de Dougray Scott) ou os tiroteios onde vemos o poder do dramático do slow motion com sonoplastia e canto em coro urgem a emoção, uma dança mortal.
Em 2005 chega J.J. Abrams na terceira parte humanizando num tom intimista as ações de Ethan (o resgate da esposa Julia, encarnado por Michelle Monaghan) usufruindo recursos de flashbacks, muito avistadas na série Lost, e havia um quê de Alias, finada série estrelada por Jennifer Garner.
Em Protocolo Fantasma a assinatura de Bird, que se encaixa perfeitamente com o roteiro de Josh Appelbaum e André Nemec, pode ser vista nos planos aéreos e vertiginosos das tomadas, além de vislumbrar o espectador com os cartões postais: a aventura passa por locais como Dubai, Praga, Moscou, Índia e Vancouver.
E para cumprir as missões, um aparato tecnológico atrás do outro de forma nunca antes vista, parte vital do funcionamento da fita, a força motriz do roteiro. Incríveis gadgets, tais como uma roupa metálica e luvas que desafiam gravidade, o clássico disfarce com máscaras, carros potentes e altamente avançados com tela touch no pára-brisa e assim segue.
Mas parte importantíssima da diversão reside no outro lado da moeda: a química coesa do elenco. Simon Pegg retorna como alívio cômico, falastrão e gênio dos computadores, agora promovido à agente de campo. Os novatos na franquia são Paula Patton e Jeremy Renner que trazem para si a confiança na atuação e estão à altura do desafio que é compor o universo de espiões. E fica subentendido que é possível que Tom Cruise, numa manobra ousada, passe o bastão para o trio em futuras novas missões.
Na trama o protocolo fantasma é acionado pelo governo Norte-Americano quando o complexo Kremlin sofre atentados terroristas, e o bode expiatório é a IMF por ter de abortar a missão que foi mal sucedida na busca por informações.
Ethan e a equipe composta por Brandt (Jeremy Renner), Benji (Simon Pegg ) e Jane Carter (Paula Patton) são considerados os responsáveis e obrigados a se retirarem de campo, sem qualquer ajuda externa, ou abrigo.
E obviamente se qualquer um for capturado serão acusados de terrorismo por incitar uma possível guerra nuclear entre as nações estadunidenses e russas. O mundo vive agora o momento mais tenso desde o fim da Guerra Fria.
A personagem de Tom Wilkinson, que mantém uma amizade de anos com Hunt, apesar de obrigado a seguir o tal protocolo dá ao protagonista a chance de operar fora das restrições de qualquer agencia e ir atrás dos verdadeiros mandantes dos atentados. E assim começa um memorável filme para os fãs.
Bird, entrega imagens vertiginosas com o IMAX pensadas exclusivamente quando o senhor missão impossível de fato executa umas das cenas mais impressionantes do cinema atual: Pendurar-se a mais de oitocentos metros no Burj Khalifa, um dos prédios mais altos do mundo, localizado em Dubai. Esta cena em questão faz a louca acrobacia do pendulo do terceiro filme (feita parcialmente em CG) parecer coisa de amador!
Tudo tem uma grande profundidade de imersão, e de certo ver o astro pendurado é um dos momentos mais impactantes da fita. Cruise está suspenso apenas por cabos, feito com ‘a cara e a coragem’, sem computação gráfica. A regra era não cair, brincou Cruise quando entrevistado por David Letterman.
Caros cinéfilos, sendo assim encerro afirmando que o pavio nos primeiros segundos de projeção é aceso e queima rapidamente numa escalada de perseguições de carro em tempestades de areia, diálogos divertidos que mesclam cenas tensas que precedem ação crua, indo em direção ao paiol que explode. Tudo termina em uma cortina de fumaça cinematográfica ao vento. O impossível em Protocolo Fantasma faz-se parecer moleza, mesmo que por um triz.
Um divertido conto de espião que para os saudosos irá remeter-se em certos momentos à série clássica, mas que irá agradar e muito aos jovens e os que simplesmente curtem um bom cinema de ação com uma trama inteligente, rica em mínimos detalhes. Aqui a missão é cumprida: a diversão!
Vejamos como Skyfall, o vigésimo terceiro filme de James Bond, se sai nas telonas depois do impacto radical de Protocolo Fantasma.
E uma rápida nota do redator: Ei, Paula Patton, eu não sou impossível e ainda viro a sua missão, caso aceite, sua linda!


Nota 9,0

  • Alessandra

    Da-lhe Efra!
    Ainda não vi, mas excelente resenha.

  • Vanessa Parrenho

    “Ei, Paula Patton, eu não sou impossível e ainda viro a sua missão, caso aceite, sua linda?”

    “Ei, TOM, eu SOU impossível e ainda viro a sua missão, seu perfeito baixinho! =)

    ÓTIMA RESENHA, VONTADE DE ASSISTIR DE NOVO =)

  • João Marcelo Mariano

    Tom Crise é muito canastrão. Mas ótima resenha!

  • João Marcelo Mariano

    Crise? Crises de riso. Cruise*

  • Taís

    uahsuahsuhau tinha que ter um comentário safadinho no final hein!

    o filme é bem bacana mesmo..
    pena que o nariz do Tom Cruise ta ficando ainda mais deformado com a idade.. uma plástica vai bem querido, vc tem dinheiro!!!!!