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Resenha | O Cavaleiro Solitário

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Parece definitivo, a reciclagem de clássicos do passado continua firme, forte e sem perspectiva de um fim próximo. O que podemos confirmar mais uma movies-the-lone-ranger-armie-hammervez com um dos mais aclamados westerns recheados de aventuras e façanhas inacreditáveis.
O Cavaleiro Solitário, personagem conhecido das antigas gerações originário de um programa de rádio que ainda derivou outras mídias como filmes, animações, quadrinhos e séries de TV, completa em 2013 exatos 80 anos ganhando mais uma adaptação cinematográfica desta vez pelos estúdios Disney.

Mais uma vez o time Gore Verbinski(Diretor da franquia Piratas do Caribe) e Johnny Depp, além de muitas outras figurinhas carimbadas por trás das câmeras, trazem para a nova geração mais uma versão do clássico herói nem tão solitário do velho e violento Texas.

Em caminhos opostos da lei surge uma das mais inusitadas parcerias que a justiça escolheria para representá-la. John Reid, um jovem representante da lei que retorna ao seu velho lar une forças com o índio comanche Tonto para ir a caça de um inimigo comum que não somente lhes tirou tudo no passado mas que conspira  ao lado do progresso local segundo seus interesses. Usando sua suposta morte, uma máscara e a sua mais que estranha companhia, Reid, constrói aos poucos a fama do “caveleiro solitário” notório por pavimentar o caminho da verdadeira justiça em sua cidade.

A grande verdade é que desde o seu nascimento em 1933 o cavaleiro solitário não passava por uma boa repaginada e diga-se de passagem estes personagens de George Trendle e cia estão bem longe de uma complexidade maior, digna de nota das grandes produções de hoje, ao menos aquelas que se preocupam em proporcionar algo do gênero para o seu público. Mas enfim, foi o que a Disney fez.

Segundo ditam alguns rumores, O Caveleiro Solitário seria a nova aposta dos estúdios para o lugar de Piratas do Caribe, maior prova disso além da óbvia presença de Depp no elenco é praticamente toda a equipe de produção ser a mesma apesar de não mostrar muita força como uma suposta primeira movies-the-lone-ranger-johnny-deppinvestida.

Como Johnny Reid entra Armie Hammer no elenco para acompanhar mais um papel habitualmente estranho (e muito parecido como outros) de Depp, desta vez como o sidekick nativo americano Tonto como um dos últimos representantes da tribo comanche (originalmente se especulava apache)É claro que com a importância de Depp para a produção, Tonto, antes o mero assistente, ganha uma importância muito maior que colabora inclusive com o roteiro ajudando a desenvoltura de uma história nitidamente mais preocupada em dar dimensões maiores das de outrora. O roteiro se volta às origens dos dois personagens o que em dado momento nota-se a demora em engrenar principalmente em um filme onde o foco é a aventura. Hammer, ator ainda em ascensão que vem acertando aos poucos como coadjuvante em produções mais renomadas( A Rede Social, J. Edgar) além de inúmeras aparições em séries de TV, fica fora de foco ao lado de Depp em um personagem preso entre o drama e a comédia cuja indefinição incomoda em muitos momentos de O Cavaleiro Solitário. Passada a estranheza de composição do personagem o filme vai evoluindo de maneira gradativa até a sua conclusão, mas ainda com alguns tropeços no decorrer da projeção. Na luta entre se definir como aventura ou comédia, O Cavaleiro Solitário falha em atingir o ápice em todos os subgêneros que tenta alcançar.

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O “espirituoso cavalo Silver

Apesar de tudo, o longa não é um desperdício de tempo já que todo o conjunto artístico da pós produção conta com o esmero de sempre ajudando em muito dos pormenores em que deixa a desejar. A espantosa fotografia aliada às paisagens típicas representantes do Texas selvagem com boas cenas de ação sem mencionar na boa presença do fundo musical de Hanz Zimmer que é claro, que só podia deixar mais uma marca nos cinemas ao lado do inconfundível tema escolhido para O Cavaleiro Solitário composta por Rossini (William Tell Overture). No elenco ainda temos as presenças de Helena Bonham Carter, Tom Wilkinson, William Fichner, Ruth Wilson e James Badge Dale que complementam e bem onde Armie Hammer e até mesmo Johnny Depp não conseguiram chegar.

O Cavaleiro Solitário pela Disney nos traz todos os conhecidos elementos da mitologia do personagem. A máscara, a bala de Prata, o cavalo Silver que contam ainda com propósitos e funções mais interessantes que as do original . O Cavaleiro Solitário chegou não prometendo nada além do já esperado.Mais um papel óbvio de Depp, mais um óbvio herói novato e mais uma aventura óbvia da Disney mas que ainda não se deve passar despercebida.