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Resenha | Testament – Dark Roots of Earth

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Se existe um estilo musical que no momento se encontra reascendendo com a constante presença de seus maiores representantes definitivamente é o Thrash Metal. Desde suas origens no início dos anos 80 como uma evolução natural do clássico Heavy Metal, grande nomes surgiram e permanecem até os dias de hoje devido ao seu poder de adaptação conforme os anos se passam.

Obviamente quando se pensa neste segmento automaticamente vem a mente de muitos os titãnicos Anthrax, Metallica, Megadeth e Slayer mas logo em seguida vem a segunda onda com bandas como Exodus, Nuclear Assault, Death Angel e como a que falaremos a seguir, Testament.

Passados quatro anos desde seu último lançamento em estúdio (The Formation of Damnation 2008) Testament retorna as prateleiras (Física e Virtual) com o seu mais novo álbum Dark Roots of Earth, provando ser outra das mais resistentes bandas que permanecem firmes e fortes seja na mudança de estilos ou nadando contra a maré e todos os reveses sofridos.

Clássico inigualável?

Dark Roots of Earth conta com 9 faixas oficiais e dependendo da edição podem vir até com 6 músicas bônus. Dentre elas covers do Queen (Dragon Attack), Scorpions (Animal Magnetism) e Iron Maiden (Powerslave) sem mencionar versões estendidas de Throne of Thorns e A Day in The Death, faixas que já constam com suas versões oficiais no track list do álbum e que diga-se de passagem mantem a tradição da porrada que a banda vem revelando desde Demonic de 1996, um álbum que incursiona muito no pesadíssimo Death Metal (fase com Dave Lombardo do Slayer nas Baterias)mas que apesar de fazer uso de um estilo exclusivamente tão pesado neste o Testament somente permaneceu com alguns elementos deste álbum sem que se fuja totalmente da proposta inicial da banda. Assim pelo menos se sucedeu com The Gathering (1999), The Formation of Damnation (2008) e com Dark Roots of Earth.

Souls of Black finca o pé do Testament na indústria.

As composições são firmes, diretas e com os já conhecidos Riffs rápidos e pesados como o estilo Thrash Metal demanda.O álbum abre com Rise Up e Native Blood que não só contam  com as características mais predominantes da banda, como a marca do virtuosismo dos solos de guitarra com a volta de Alex Skolnick ausente do conjunto desde 1992 com algumas contribuições aqui e lá mas até então nada definitivo. A faixa tema quebra um pouco do ritmo ágil no qual foi demonstrado em seu início com um compasso mais cadenciado mas se recompõe com True American Hate que tem a participação de Steve Souza, o primeiro vocalista do Testament antes mesmo de entrar em estúdio pela primeira vez , mais conhecido pela sua passagem na icônica Exodus também nativa de San Francisco.

Dark Roots of Earth prossegue sem muita novidade nas faixas A Day in The Death e a balada Cold Embrace, mas encerra a conta com os petardos Man Kills Mankind, Throne of Thornes e Last Stand for Indenpendence nos quais permanecem muito mais com o clima de revolução, protesto e questões sociais do que o típico clima dark, elemento mais constante nos trabalhos anteriores

Com a exceção do batera Louie Clemente (apresentou-se em 2005 durante uma única turnê), ausente desde 1992 e posto hoje ocupado por Gene Hoglan, o Testament se encontra praticamente com sua formação clássica e consequentemente mais marcante da sua carreia. Chucky Billy nos vocais, Alex Skolnick e Eric Peterson nas Guitarras finalizando com Greg Chtistian no baixo.

Apesar de sempre ser bom saber que a galera das antigas ainda se encontra na ativa, Dark Roots of Earth, apesar de bom (e somente bom) permanece muito previsível   a exemplo de seu trabalho anterior, não apostando muito na ousadia de antigamente como os exemplos The New Order, Practice What You Preach, Souls of Black e The Ritual, referências nas quais a banda sempre terá seus mais recentes trabalhos alvos de uma inevitável comparação e que dados aos seus recentes flertes com estilos mais extremos há uma ligeira possibilidade de não encontrarmos qualidades assim em futuros projetos do Testament, mas nada é impossível quando uma formação clássica ressurge no presente provando que nem o tempo ou as recentes mudanças no mercado musical serão capazes de um dia os deter.